Com pressa em ver minha família – e desejando muito ser o Edward que vai
encarar tudo de cabeça erguida – corri através da terra coberta por neve, sem deixar
pegadas.
“Vai dar tudo certo”, disse Alice. Seus olhos estavam sem foco, enquanto Jasper
tinha uma mão colocada levemente sob o seu cotovelo, guiando-a enquanto entravamos
no refeitório num grupo fechado. Rosalie e Emmett iam à frente, Emmett parecendo
com um ridículo guarda-costas em meio a um território hostil. Rose olhava desconfiada,
mas na realidade estava mais irritada do q ue protetora.
“Claro que sim”, disse. O comportamento deles era ridículo. Se não estivesse
certo que daria conta da situação, eu teria ficado em casa.
A mudança repentina para a nossa normal e divertida manhã – nevou a noite, e
Emmett e Jasper estavam aproveitando a minha distração para me bombardear com
bolas de neve; quando eles ficaram cansados com a minha falta de reação, eles se
viraram um para o outro – essa vigilância excessiva seria cômica se não fosse tão
irritante.
“Ela não está aqui ainda, mas o caminho que ela entrar...não vai ser contra o
vento se sentarmos no lugar de sempre.”
“Claro que vamos nos sentar no lugar de sempre. Pare, Alice. Você esta me
dando nos nervos. Estarei completamente bem”.
Ela piscou uma vez enquanto Jasper a ajudava a sentar e seus olhados finalmente
se focaram em meu rosto.
“Humm”, ela disse, parecendo surpresa. “Eu acho que você está bem”.
“Claro que estou bem”, eu falei.
Eu odiei ser motivo de preocupação. Eu senti uma súbita simpatia pelo Jasper,
lembrando todas as vezes que tomamos uma posição protetora com relação a ele. Ele
encontrou o meu olhar e riu.
Irritante né?
Olhei irritado para ele.
Havia passado apenas uma semana, quando esse ambiente parecia ser
mortalmente chato para mim? Que parecia mais como se estivesse dormente por estar
aqui?
Hoje meus nervos estavam estressados – como cordas de piano, prontos para
tocar sob a menor pressão. Meus sentidos estavam super alertas; prestei atenção a cada
som, cada visão, todo movimento do ar que chega va a minha pele, cada pensamento.
Especialmente os pensamentos. Existia apenas um sentido que eu me recusava a usar.
Cheirar, claro. Eu não respirava.
Eu esperava ouvis mais sobre os Cullens nos pensamentos que eu lia. O dia todo
fiquei esperando, procurando pro qualquer novo encontro que Bella Swan possa ter tido,
tentando ver a direção que as fofocas iriam tomar. Mas não tinha nada. Ninguém
reparava nos cinco vampiros no refeitório, os mesmo que estavam ali antes da nova
garota chegar. Muitos dos humanos ainda estavam tendo os mesmo pensamentos da
semana passada. Ao invés de achar isso terrivelmente chato, eu estava fascinado.
Ela não disse nada para ninguém sobre mim?
Não existe possibilidade dela não ter notado o meu olhar assassino e escuro. Eu vi
ela reagir a ele. Certamente eu assustei a boba. Eu tinha certeza que ela teria
comentado isso com alguém, talvez até exagerado um pouco a história para torná -la
melhor. Dando algumas linhas de ameaças.
E então ela me vê tentando sair da sala dela de biologia. Ela deve ter imaginado,
depois de ver a minha expressão, que ela era a causa. Uma garota normal teria saído
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