quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu estiquei minha mão pela mesa, pegando a t ampa da garrafa de limonada dela como uma
desculpa. Ela não recuou da minha mão próxima. Ela realmente não tinha medo de mim.
Ainda não.
Eu girei a tampa rapidamente, prestando atenção ao invés de olhar para ela. Meus
pensamentos estavam confusos.
Corra, Bella, corra. Não conseguia falar as palavras em voz alta.
Ela ficou de pé. - Vamos chegar atrasados. - ela disse, bem quando eu comecei a me
preocupar que de algum modo ela tinha escutado meu aviso silencioso.
- Eu não vou à aula hoje.
- E por que não?
Porque eu não quero matar você. - “É saudável matar aula de vez em quando.”
Para ser exato, era saudável para os humanos quando os vampiros matavam aula nos dias
em que sangue humano seria derramado. O Sr. Banner ia fazer tipagem sanguínea hoje.
Alice já tinha matado sua aula pela manhã.
Bom, eu vou. - ela disse. Isso não me surpreendeu. Ela era responsável - sempre fazia a
coisa certa.
Ela era o meu oposto.
- A gente se vê depois, então. - eu disse, tentando parecer casual novamente, olhando a
tampa que rodava. E, por falar nisso, eu adoro você… de jeitos perigosos, assustadores.
Ela hesitou, e eu esperei por um momento que ela fosse ficar comigo. Mas o sinal tocou e
ela se apressou.
Esperei até que ela tivesse desaparecido, e então guardei a tampa no meu bols o - uma
lembrança dessa conversa importante - e andei pela chuva para o meu carro.
Coloquei o CD que mais me acalmava - o mesmo que tinha colocado naquele primeiro dia -
mas não estava escutando as notas de Debussy por muito tempo. Outras notas estavam
passando rápidas por minha cabeça, o fragmento de uma melodia que me agradava e me
intrigava. Abaixei o rádio e escutei a música em minha cabeça, tocando o fragmento até
que se desenvolveu para uma harmonia completa. Instintivamente, meus dedos se moveram
no ar sobre teclas imaginárias.
A nova composição estava realmente surgindo quando minha atenção foi desviada por uma
onda de angústia mental.
Eu procurei na direção da aflição.
Ela vai desmaiar? O que eu faço? Mike estava em pânico.
A noventa metros, Mike Newton estava abaixando o corpo mole de Bella na calçada. Ela
escorregou sem reação no concreto molhado, os olhos fechados, a pele pálida como a de
um cadáver.
Eu quase arranquei a porta do carro.
- Bella? - gritei.
Não houve mudança em seu rosto sem vida qu ando eu gritei seu nome.
Meu corpo todo ficou mais frio que gelo.
Estava ciente da surpresa irritada de Mike enquanto varria furiosamente seus pensamentos.
Ele só estava pensando em seu ódio por mim, então eu não sabia o que havia de errado com
Bella. Se ele tivesse feito algo para machucá -la eu iria aniquilá-lo.
- Qual é o problema… Ela se machucou? - eu ordenei, tentando concentrar seus
pensamentos. Era enlouquecedor ter que andar na velocidade humana. Eu não devia ter
chamado atenção para a minha aproximação.

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