quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu tentei dirigir a conversa de volta para um terren o banal. Ela era de um lugar
bem mais brilhante e quente – sua pele parecia refletir isso de alguma forma, apesar de
sua brancura – e o frio deveria fazê-la se sentir desconfortável. Meu toque gelado com
certeza havia...
“Você não gosta de frio.”, eu adivinhei.
“Ou de umidade.”, ela concordou.
“Forks deve ser um lugar difícil para você viver.” Talvez você não devesse ter
vindo para cá, eu queria adicionar. Talvez você devesse voltar para onde você pertence .
Apesar disso, eu não tinha certeza se queria aquil o. Eu iria sempre lembrar do cheiro do
sangue dela – havia alguma garantia de que eu não iria eventualmente segui -la? Além
disso, se ela fosse embora, sua mente permaneceria para sempre um mistério. Um
quebra-cabeça constante e irritante.
“Você não tem idéia.”, ela disse em uma voz baixa, olhando irritada para além
de mim por um momento.
As respostas dela nunca eram o que eu esperava. Elas me faziam querer
perguntar mais.
“Por que você veio para cá, então?” Eu perguntei, percebendo instantemente que
meu tom era muito acusador, sem ser casual o suficiente para a conversa. A pergunta
soou rude, bisbilhoteira.
“É... complicado.”
Ela piscou seus olhos largos, deixando por isso mesmo, e eu quase implodi de
curiosidade – a curiosidade queimava tão quente como a se de na minha garganta. Na
verdade, eu descobri que estava se tornando um pouco mais fácil respirar; a agonia
estava se tornando mais sustentável através da familiaridade.
“Eu acho que eu posso seguir.” Eu insisti. Talvez cortesia em comum a fizesse
responder minhas perguntas enquanto eu fosse rude o suficiente para perguntá -las.
Ela encarou silenciosamente as suas mãos. Isso me deixou impaciente; eu queria colocar
minha mão sob seu queixo e levantar a sua cabeça para que eu pudesse ler os seus
olhos. Mas seria bobo para mim – perigoso – tocar a sua pele novamente.
Ela olhou para cima de repente. Foi um alívio ser capaz de ver as emoções nos olhos
dela novamente. Ela falou rapidamente, se apressando entre as palavras.
“Minha mãe se casou novamente.”
Ah, isso era humano o suficiente, fácil de compreender. A tristeza passou pelos
seus olhos claros e trouxe a ruga novamente entre eles.
“Isso não soa tão complexo”. Eu disse. Minha voz era gentil sem minhas palavras
serem. A sua tristeza me fez sentir estranhamente impotente, desejando que houvesse
algo que eu pudesse fazer para fazê -la se sentir melhor. Um estranho impulso. “Quando
isso aconteceu?”
“Setembro passado.”. Ela expirou pesadamente – não realmente um suspiro. Eu
prendi minha respiração enquanto o ar morno que saia dela passava por minha pele.
“E você não gosta dele.”, eu adivinhei, pescando por mais informações.
“Não, Phil é legal.” Ela disse, corrigindo minha suposição. Havia agora a
insinuação de um sorriso em torno das curvas de seus lábios cheios. “Mui to novo, talvez,
mas legal o suficiente.”
Isso não se encaixava com o cenário que eu estava construindo na minha cabeça.
“Por que você não ficou com eles?” eu perguntei, minha voz um pouco curiosa
demais. Parecia que eu estava sendo intrometido. O que eu e stava, na verdade.
“Phil viaja muito. Ele joga bola como profissional.” O pequeno sorriso cresceu
mais pronunciado; essa escolha de carreira a divertia.

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