Enquanto eu esperava Bella chegar, eu a segui através dos olhos do calouro que andava
atrás de Jessica, no caminho para a cafeteria. Jessica estava tagarelando sobre o próximo
baile, mas Bella não disse nada em resposta. Não que Jessica tivesse dado muita chance a
ela de responder.
No momento em que Bella passou pela porta, seus olhos fitaram momentaneamente a mesa
onde meus irmãos se sentavam. Ela observou por um momento, e então sua testa se
enrugou e seu olhar baixou até o chão. Ela não havia me notado.
Ela parecia tão… triste. Eu senti uma urgência enorme em levantar e ir até ela, para
confortá-la de alguma forma, eu só não sabia o que ela acharia reconfortante. Eu não tinha
idéia do motivo que a fizera parecer daquela forma. Jessica continuava a matraqu ear sobre
o baile. Será que Bella estava triste que iria perder isto? Aquilo não parecia muito
provavell…
Mas poderia ser remediado, se ela quisesse.
Ela comprou uma bebida para o seu almoço e nada mais. Aquilo estava certo? Será que ela
não precisava de mais nutrientes do que apenas aquilo? Eu nunca prestei muita atenção à
dieta de um humano antes. Humanos eram tão exacerbadamente frágeis! Havia milhões de
coisas com que deviam se preocupar…
“Edward Cullen está encarando você novamente,” eu ouvi Jessica di zer. “Por que será que
ele está sentado sozinho hoje?”
Eu estava agradecido a Jessica - apesar de ela estar ainda mais ressentida agora - porque
Bella levantou a cabeça e seus olhos procuraram até que encontrassem os meus.
Não havia traço de tristeza em sua face, agora. Eu me permiti acreditar que ela estava triste
por imaginar que eu havia ido embora mais cedo, e a esperança desse pensamento me fez
sorrir.
Eu a chamei com meu dedo para que ela se juntasse a mim. Ela pareceu tão surpresa com
aquilo que eu quis provocá-la novamente.
Então eu pisquei e ela ficou boquiaberta.
“Ele está chamando você?” Jessica perguntou com desprezo.
“Talvez ele precise de ajuda com o dever de biologia,” ela disse em uma voz baixa e cheia
de incerteza. “Um, é melhor eu ver o que ele quer.”
Este foi um outro sim.
Ela tropeçou duas vezes no caminho para a minha mesa, apesar de não haver nada no seu
rumo além de um piso perfeitamente plano. Sério, como eu deixei de notar isto antes? Eu
estava prestando mais atenção aos seus pensamen tos silenciosos, creio eu… O que mais eu
teria perdido?
Seja honesto, seja claro eu repeti para mim mesmo.
Ela parou atrás da cadeira que estava a minha frente, hesitante. Eu respirei fundo, dessa vez
pelo meu nariz e não pela boca.
Sinta a queimação, eu pensei objetivamente.
“Por que você não se senta comigo hoje?” Eu perguntei a ela.
Sem tirar os olhos de mim por um instante, ela puxou a cadeira e sentou -se. Ela parecia
nervosa, mas sua aceitação física era um outro sim.
Eu esperei que ela falasse.
Levou um momento, mas finalmente ela falou, “Isto é diferente.”
“Bem…” Eu hesitei “Eu decidi, de uma vez que eu vou para o inferno, posso muito bem
fazer o serviço completo
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