Ela estremeceu, e eu me contraí no meu lugar. Eu tive que me concentrar por um
momento em manter a postura relaxada.
“Sensível?” Carlisle perguntou.
O queixo dela se ergueu uma fração. “Não realmente,” ela disse.
Outra pequena peça do caráter dela se encaixou: ela era corajosa. Ela não gostava de
mostrar fraqueza.
Possivelmente a criatura mais vulnerável que eu já havia visto e ela não gostava de
parecer fraca. Uma risada escapou pelos meus lábios.
Ela me lançou outro olhar furioso.
“Bom,” Carlisle disse. “O seu pai está na sala de espera – você pode ir para casa
com ele agora. Mas volte se sentir que está tonta ou tendo problemas com a vista de
qualquer modo.”
O pai dela estava aqui? Eu vasculhei entre os pensamentos na lotada sala de espera,
mas eu não consegui pegar a sua sutil voz mental de dentro do grupo antes que ela estivesse
falando de novo, seu rosto ansioso.
“Eu não posso voltar para a escola?”
“Talvez você devesse ir com calma hoje,” Carlisle sugeriu.
Os olhos dela vislumbraram de volta para mim. “ Ele pode ir para a escola?”
Agir normal, atenuar a situação...esquecer o modo como me sinto quando ela olha
nos meus olhos...
“Alguém tem que espalhar as boas novas de que nós sobrevivemos,”, eu disse.
“Na realidade,” Carlisle corrigiu, “a maior parte da escola parece estar na sala de
espera.”
Eu antecipei a reação dela dessa vez – a sua aversão por atenção. Ela não me
desapontou.
“Ah não,” ela gemeu, e colocou as mãos no rosto .
Eu gostei que finalmente tivesse adivinhado certo. Eu estava começando a entender
ela...
“Você quer ficar?” Carlisle perguntou.
“Não, não!” ela disse rapidamente, jogando as pernas para o lado do colchão e
escorregando até que seus pés estivessem no chão . Ela tropeçou para a frente, sem
equilíbrio, nos braços de Carlisle. Ele a pegou e firmou -a.
De novo, a inveja tomava conta de mim.
“Eu estou bem,” ela disse, antes que ele pudesse comentar, um rosado nas suas
bochechas.
Claro, isso não iria incomodar Car lisle. Ele teve certeza de que ela tinha equilíbrio e
soltou suas mãos.
“Tome um Tylenol para a dor,” ele instruiu.
“Não dói tanto assim.”
Carlisle riu enquanto assinava a ficha dela. “Parece que você foi extremamente
sortuda.”
Ela virou o rosto levemente, para me encarar com olhos duros. “Sorte que o Edward
aconteceu de estar próximo a mim.”
“Oh, bem, sim,” Carlisle concordou rapidamente, ouvindo a mesma coisa na voz
dela que eu ouvi. Ela não tinha lido suas suspeitas como imaginação. Ainda não.
Toda sua, Carlisle pensou. Lide com isso como você achar melhor.
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