quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu devia ter passado o tempo tomando decisões ou tentando apoiar minha
solução, mas, como um viciado, me vi procurando entre a tagarelice de pensamentos
emanando dos prédios da escola. As vozes familiares se destacaram, mas eu não estava
interessando em ouvir as visões de Alice ou as reclama ções de Rosalie agora. Eu
encontrei Jessica facilmente, mas a garota não estava com ela, então continuei a
procurar. Os pensamentos de Mike Newton prenderam minha atenção, e eu a localizei,
no ginásio com ele. Ele estava infeliz, porque eu havia falado com ela hoje em biologia.
Ele estava revendo a resposta dela quando levantou o assunto...
Eu nunca o vi realmente falar com alguém por mais de uma palavra aqui ou ali. É
claro que ele decidiria achar Bella interessante. Eu não gosto da forma como ele olha
para ela. Mas ela não pareceu muito ansiosa sobre ele. O que ela disse? “Me pergunto o
que aconteceu com ele na última segunda -feira.” Algo assim. Não parecia como se ela se
importasse. Não deve ter sido exatamente uma conversa...
Ele falou consigo mesmo sobre seu pessimismo e seguiu assim, animado com a
idéia de que Bella não tenha ficado interessada na discussão comigo. Isso me irritou um
pouco mais que o aceitável, então parei de ouvi -lo.
Eu coloquei um CD de musica violenta no aparelho de som, e então aume ntei o
som até isso absorver outras vozes. Eu tive que me concentrar na música para evitar de
ser levado de volta para os pensamentos de Mike Newton, para espiar a garota
insuspeitável...
Eu trapaceei algumas vezes, enquanto a hora se aproximava do fim . Não
espiando, tentei me convencer. Eu só estava preparando. Eu queria saber exatamente
quando ela sairia do ginásio, quando ela estaria no estacionamento. Eu não queria que
ela me pegasse de surpresa.
Como os estudantes começaram a sair das portas do gin ásio, eu sai do carro,
incerto do porque fiz isso. A chuva era leve – eu a ignorei como ela lentamente saturava
meu cabelo.
Será que eu queria que ela me visse aqui? Será que eu esperava que ela viesse
falar comigo? O que eu estava fazendo?
Não me movi, embora eu tenha tentado me convencer de entrar de volta no
carro, sabendo que meu comportamento era repreensível. Eu mantive meus braços
cruzados sobre meu peito e respirei superficialmente enquanto a via caminhar
lentamente em minha direção, sua boca se cu rvando para baixo. Ela não olhou pra mim.
Algumas vezes ela olhou para as nuvens com uma careta, como se elas a ofendessem.
Eu estava desapontado quando ela alcançou seu carro antes de passar por mim.
Ela teria falado comigo? Eu teria falado com ela?
Ela entrou em uma picape Chevy apagada, uma monstruosidade enferrujada que
era mais velha que o pai dela. Eu vi ela ligar a picape – o velho motor roncou mais alto
que qualquer veiculo no lugar – e então estender seus braços para a ventilação
aquecedora. O frio era desconfortável para ela – ela não gostava disso. Ela passou os
dedos pelo cabelo, puxando mexas pela corrente de ar quente como se estivesse
tentando secá-las. Eu imaginei como a cabine daquela picape devia cheirar, e então
rapidamente dispersei o pensamento.
Ela olhou em volta enquanto se preparava para dar ré, e então finalmente olhou
na minha direção. Ela me encarou de volta por somente meio segundo, e tudo o que eu
pude ler em seus olhos era surpresa antes de ela arrancar seu olhos para longe e mov er a
picape para trás. E então seqüencialmente parar de novo, a traseira da picape quase
batendo no carro de Brian Teague por meros centímetros.
Ela encarou pelo retrovisor, a boca aberta de desgosto. Quando o outro carro que
havia manobrado passou por ela, ela checou todos os pontos cegos duas vezes e então

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