quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ela ficou quieta novamente especulando. Eu a ignorei, tentando, sem sucesso,
apreciar as estrelas.
Ela desistiu por um minuto e seus pensamentos foram em outra direção.
Para onde você vai Edward, se você for embora? De volta para Carlisle?
“Acho que não”, murmurei.
Para onde eu iria? Não consegui pensar em nenhum lugar que eu tivesse interesse
em ir. Não tinha nada que eu quisesse ver ou fazer. Porque não importava para onde eu
fosse, eu não estaria indo para algum ligar – estaria apenas fugindo.
Eu odiei isso. Quando eu fiquei tão covarde?
Tanya colocou seu esbelto braço ao redor dos meus ombros, me endureci, mas
não me encolhi com o seu toque. Ela demonstrou que não era nada mais que conforto
entre amigos. A maior parte.
“Eu acho que você vai voltar”, ela disse, sua voz com um pouco do que resta do
seu sotaque russo.
“Não imposta quem é ou o que é que esta lhe assombrando. Você vai encarar de
cabeça erguida. Você é desse tipo”.
Seus pensamentos eram tão certos quanto as suas palavras. Eu tentei seguir a
imagem que ela tinha de mim na cabeça. Foi prazeroso poder pensar em mim daquela
maneira novamente. Eu nunca duvidei da minha coragem, da minha habilidade em
enfrentar problemas, antes daquela terrível hora na aula de biologia a pouco tempo
atrás.
Eu beijei o seu rosto, empur rando levemente quando ela virou seu rosto em
minha direção e seus lábios estavam curvados.
Ela riu secamente com minha rapidez.
“Obrigado Tanya, eu precisava ouvir isso”.
Seus pensamentos ficaram atrevidos. “De nada, eu acho. Eu adoraria que você
pudesse ser razoável com as coisas, Edward.”
“Sinto muito, Tanya. Você sabe que você é boa demais para mim. Eu apenas...
ainda não encontrei o que eu estou procurando.”
“Enfim, se você for embora antes de lhe ver novamente...adeus Edward.”
“Adeus Tanya”. Enquanto eu dizia as palavras eu pude ver. Eu pude me ver indo
embora. Sendo forte o suficiente para estar onde eu quero. “Obrigado novamente.”
Ela estava em pé novamente com um movimento ágil, e então ela estava correndo,
movendo-se to rápido na neve que seus pés não tinham tempo de tocar a neve. Ela não
deixou marcas. Ela não olhou para trás. Minha rejeição a incomodou mais desta vez,
inclusive nos seus pensamentos. Ela não queria me ver novamente antes de eu partir.
Minha boca se contorceu de desgosto, eu não gos tava de ferir os sentimentos de
Tanya, embora eles não fossem profundos, puros e de qualquer forma algo que eu
desejasse retribuir. Isso ainda me fez sentir menos cavalheiro.
Pus meu queixo em meus joelhos e encarei as estrelas novamente, embora
estivesse ansioso de voltar. Eu sabia que Alice me veria voltando para casa, e avisaria
aos outros. Isso os faria felizes – especialmente Carlisle e Esme. Mas eu olhei mais uma
vez para estrelas, tentando ver o rosto em minha mente. Entre mim e o luminoso céu
estava aquele par de olhos marrons assustados que em encaravam, parecendo que
perguntar o que esta decisão significava para ela. Claro que eu não poderia ter certeza
se essa era a informação que seus olhos viam. Até na minha imaginação eu não podia
ouvir os seus pensamentos. Os olhos da Bella Swa n continuavam a perguntar e a vista das
estrelas continuava a me evitar. Com um suspiro profundo eu desisti e me levantei. Se
eu corresse estaria no carro de Carlisle em uma hora.

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