quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Emmett e Jasper se voltaram para mim, também, e eu ouvi a confusão de Esme. Esme
desceu em um lampejo, parando e lançando olhares para Rosalie e eu.
“Não pare, Edward,” Esme me encorajou após um momento tenso.
Eu comecei a tocar novamente, virando as minhas costas para Rosalie enquanto eu tentava
de forma árdua controlar o sorriso que se abria em meu rosto. Ela se colocou em pé e andou
a passos largos para fora da sala, mais raivosa do que embaraçada. Mas certamente um
pouco embaraçada.
Se você disser qualquer coisa eu vou te caçar como um cachorro.
Eu sufoquei outra risada.
“O que há de errado, Rose?” Emmett chamou atrás dela. Rosalie não se voltou. Ela
continuou, se dirigindo duramente para a garagem e se contorceu debaixo de seu carro
como se ela pudesse se enterrar ali.
“O que aconteceu?” Emmett me perguntou.
“Eu não tenho a mínima idéia,” eu menti.
Emmett rosnou, frustrado.
“Continue tocando,” Esme ansiou. Minhas mãos haviam pausado novamente.
Eu fiz o que ela pediu, então ela veio ficar em pé atrás de mim, colocando suas mãos sobre
meus ombros.
A música estava ganhando forma, mas incompleta. Eu brinquei um pouco com as teclas,
mas isso não parecia certo de alguma forma.
“É encantador. Tem um nome?” Esme perguntou.
“Ainda não”
“Tem uma história?” ela perguntou, um sorriso em sua voz. Isso dava a ela um prazer tão
grande, e eu me senti tão culpado por ter negligenciado minha música por tanto tempo. Isso
foi tão egoísta.
“É… uma canção de ninar, eu acho.” Eu peguei a nota então . Isso se guiava mais fácil para
o próximo movimento, dando uma história para isso.
“Uma canção de ninar,” ela repetiu para ela mesma.
Havia uma história para essa melodia, e uma vez que eu a vi, as partes se encaixavam sem
esforço algum. A história era sobre uma garota adormecida em uma cama estreita, cabelo
negro e grosso embaraçado como algas marinhas no travesseiro…
Alice deixou Jasper com suas próprias artimanhas e veio se sentar perto de mim no banco.
Em sua própria vibração, uma voz harmoniosa como o vento, ela traçou uma segunda voz
sem letra dois oitavos abaixo da melodia.
“Eu gostei,” eu murmurei “Mas que tal isso?”
Eu adicionei a sua linha à harmonia - minhas mãos estavam voando através das teclas agora
para juntar todas as partes - modificando um pouco, tomando uma nova direção…
Ela entendeu o sentido, e cantou ao longo da música.
“Sim. Perfeito,” eu disse.
Esme apertou meu ombro.
Mas eu podia ver o final agora, com a voz de Alice se erguendo sob o tom e levando para
uma direção diferente. Eu podi a ver como a música devia terminar, porque a garota
adormecida estava perfeita do jeito que ela estava; qualquer mudança seria errada, uma
tristeza. A música flutuou em direção a essa realização, mais devagar e mais baixa agora. A
voz de Alice diminuiu também e se tornou solene, um tom que pertencia aos arcos de uma
antiga catedral ilumidada por velas.

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