quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sua expressão se contorceu, como se a minha resposta comum a tivesse surpreendido de
alguma forma.
Ela abriu seus olhos novamente quando a Sra. Hammond retornou com uma compressa fria.
“Aqui, querida” - a enfermeira disse enquanto colocava a compressa na testa de Bella.
“Você parece melhor”.
“Eu acho que estou bem” Bella disse e sentou -se colocando a compressa longe. É claro. Ela
não gostava que cuidassem dela.
As mãos enrugadas da Sra. Hammond estavam indo em direção à garota, como se
quisessem fazer com que ela deitasse novamente, mas então a Srta. Cope abriu a porta e se
inclinou para dentro da enfermaria. Com a sua entrada, veio um o cheiro de sangue fresco,
como uma pequena explosão.
Invisível na secretaria por detrás dela, Mike Newton ainda estava bastante zangado,
desejando que o garoto pesado que ele carregava agora fosse a garota que estava ali dentro
comigo.
“Tem outro aqui”, Srta. Cope disse.
Bella rapidamente pulou da cama, ansiosa por deixar de ser o centro das atenções.
“Aqui” ela disse, estendendo a compressa de volta para a Sra. Hammond “Eu não preciso
mais disso.”
Mike grunhiu enquanto ele empurrava um pouco Lee Stevens pela porta. O sangue ainda
gotejava da mão que Lee segurava em seu rosto, pingando pelo seu pulso.
“Oh não”, essa era a minha deixa para sair - e Bella, também, aparentemente. “Bella, vá
para a secretaria”.
Ela me olhou com olhos confusos.
“Confie em mim - vá.”
Ela se virou e alcançou a porta antes que ela se fechasse, se apressando em direção à
secretaria. Eu a segui a alguns centímetros dela. Seu cabelo em movimento roçou minha
mão…
Ela se virou para me olhar, ainda com olhos arregalados.
“Você realmente me ouviu”, isso era novidade.
Seu pequeno nariz se enrugou. “Eu senti o cheiro de sangue”
Eu a encarei com surpresa. “As pessoas não podem cheirar sangue”,
“Bem, eu consigo - é isso que me deixa doente. Tem cheir o de ferrugem e…sal.”
Meu rosto estava congelado, ainda a encarando.
Ela era realmente humana? Ela parecia humana. Ela era suave como um humano. Ela
cheirava como um humano - bem, melhor na verdade. Ela agia como um humano… mais
ou menos. Mas ela não pensava como um, ou respondia como um.
Quais eram as outras opções, então?
“O que é?”, ela perguntou.
“Não é nada”.
Mike Newton nos interrompeu então, entrando na secretaria com ressentidos, violentos
pensamentos.
“Você parece melhor.” ele disse a ela, rudement e.
Minha mão tremeu, querendo ensinar a ele algumas maneiras, eu teria que me monitorar,
ou eu acabaria matando aquele garoto insolente.
“Mantenha a sua mão no bolso”, ela disse. Por um segundo selvagem, eu pensei que ela
estava falando comigo.
“Não está mais sangrando”, ele respondeu tristemente “Você vai voltar pra aula?”

Nenhum comentário:

Postar um comentário