quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

- Minha picape funciona muito bem, obrigada por sua preocupação. - ela disse na mesma
voz surpresa. E começou a andar outra vez. Continuei a seguindo.
Ela não havia dito não, então pressionei essa vantagem.
Ela diria não? O que eu faria se ela dissesse?
- Mas sua picape pode chegar lá com um tanque de gasolina?
- Não vejo como isso pode ser da sua conta. - ela reclamou.
Ainda não era um não. E o coração dela estava batendo mais rápido de novo, a respiração
vindo mais rápida.
- O desperdício de recursos não-renováveis é da conta de todos.
“Honestamente, Edward, eu não consigo te acompanhar. Eu pensei que você não queria ser
meu amigo.”
Uma forte emoção me atravessou quando ela disse meu nome.
Como manter isso suave e também ser honesto ao mesmo tempo? Bem, era mais
importante ser honesto. Especialmente nesta questão.
“Eu disse que seria melhor se não fossemos amigos, não que eu não queria ser.”
“Oh, obrigada, isso esclarece tudo,” ela disse sarcasticamente.
Ela pausou, sob o teto da cafeteria, e encontrou meu olhar novamente. As batidas de seu
coração estavam vacilantes. Ela estava com medo?
Eu escolhi minhas palavras cuidadosamente. Não, eu não poderia deixá -la, mas talvez ela
fosse esperta o suficiente para me deixar, antes que fosse muito tarde.
“Seria mais… prudente pra você não ser minha amiga.” Fitando a profundeza de chocolate
derretido dos seus olhos, eu perdi minha segurança na luz. “Mas eu estou cansado de tentar
ficar longe de você, Bella.” As palavras queimaram com muito fervor.
Sua respiração parou e, quando voltou a respirar, aquilo me preocupou. Quanto eu a tinha
assustado? Bem, eu descobriria isso.
“Você vai a Seattle comigo?” eu perguntei a queima roupa.
Ela acenou, seu coração batendo mais alto.
Sim. Ela tinha dito sim pra mim.
E depois minha consciência me sufocou. O que isso custaria a ela?
“Você realmente devia ficar longe de mim,” eu a alertei. Ela me ouviria? Ela escaparia do
futuro no qual eu a estava lançando? Eu não poderia fazer nada par a salvá-la de mim?
Mantenha-se suave, eu me adverti. “Te vejo na aula.”
Eu tive que me concentrar para me impedir de correr enquanto eu fugia.

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