quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Finalmente, eles foram capazes de afastar a van o suficiente para que os enfermeiros
pudessem chegar até nós com suas macas.
Um rosto familiar, grisalho me apareceu.
“Olá, Edward,” Brett Warner diss e. Ele era um bom enfermeiro, e eu o conhecia
muito bem do hospital. Foi um pouco de sorte – a única sorte de hoje – que ele foi o
primeiro a aparecer entre nós. Em seus pensamentos, ele não parecia nada alerta, calmo.
“Você está bem, garoto?”
“Estou ótimo, Brett. Nada encostou em mim. Mas acho que a Bella está ferida. Ela
bateu a cabeça com força quando eu a tirei do caminho...”
Brett voltou sua atenção para a garota, que me jogou um olhar bravo de traição. Ah,
isso mesmo. Ela era a mártir quieta – ela preferia sofrer em silêncio.
Apesar disso, ela não contrariou minha história de imediato, e isso me fez sentir
mais leve.
O outro enfermeiro insistiu que eu me deixasse ser examinado, mas não foi muito
difícil despistá-lo. Eu prometi que deixaria meu pai me examinar, e ele deixou quieto. Com
a maioria dos humanos, falar com muita segurança era tudo o que se precisava. A maioria
dos humanos, exceto a garota, claro. Será que ela se encaixava em qualquer padrão
normal?
Enquanto eles punham uma escora de pescoço nela – e seu rosto ficou vermelho de
vergonha – eu aproveitei o momento de distração para silenciosamente concertar o
amassado da van com a sola do meu pé. Apenas meus irmãos notaram o que eu estava
fazendo, e eu ouvi a promessa mental de Emmet de concertar qualquer coisa que eu
deixasse passar.
Grato por sua ajuda – e mais grato ainda que Emmet, pelo menos, já tinha perdoado
minha escolha perigosa – eu fiquei mais relaxado enquanto entrava no banco da frente da
ambulância ao lado de Brett.
O chefe da polícia chegou antes que eles pudessem colocar Bella na parte de trás da
ambulância.
Apesar dos pensamentos do pai de Bella serem passageiros, o pânico e preocupação
que emanava da mente do homem sobrepujav a qualquer outro pensamento ao redor. A
grande culpa e ansiedade sem palavras se espalharam por ele quando ele viu sua filha única
na maca.
Se espalharam por ele e chegaram até mim, ecoando e gritando cada vez mais alto.
Quando Alice me avisou que matar a filha de Charlie Swan o mataria também, ela não
estava exagerando.
Eu abaixei minha cabeça com culpa enquanto escutava a voz de pânico dele.
“Bella!” ele gritou.
“Eu estou ótima, Char – pai.” Ela suspirou. “Não há nada de errado comigo.”
Sua afirmação mal acalmou seu temor. Ele se virou para o enfermeiro mais próximo
e exigiu mais informação.
Não foi até que eu o ouvi falar, formar frases coerentes a pesar de seu pânico, que
eu percebi que sua ansiedade e preocupaçã o não eram sem palavras. Eu apenas... não
conseguia ouvir as palavras exatas.
Hmm. Charlie Swan não era tão silencioso quanto sua filha, mas eu pude ver de
onde o silencio dela veio. Interessante.
Eu nunca havia passado muito tempo perto do c hefe de polícia da cidade. Eu sempre
o considerei um homem de pensamentos lentos – agora eu percebia que eu era o lento da

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