Então eu pude escutar o coração dela batendo e cada respiração que dava. Enquanto eu
observava, ela apertou os olhos fechados. Isso aliviou um pouco do meu pânico.
Eu vi um lampejo de memórias na cabeça de Mike, rápidas imagens da classe de biologia.
A cabeça de Bella na mesa, sua pele ficando verde. Gotas de vermelho contra cartões
brancos…
Tipagem sanguinea.
Eu parei onde eu estava, segurando a minha respiração. O cheiro dela era uma coisa, o seu
sangue escorrendo era outra totalmente diferente.
“Eu acho que ela está passando mal.” Mike disse, ansioso e ressentido ao mesmo tempo.
“Eu não sei o que aconteceu, ela nem furou o dedo.”
O alívio passou por mim, e eu respirei novamente, sentindo o ar. Ah, eu pude sentir o
cheiro da pequena ferida de Mike Newton. Uma vez, isso teria sido extremamente apelativo
para mim.
Eu me ajoelhei perto dela enquanto Mike se remexia ao meu lado, furioso com a minha
intervenção.
“Bella. Você consegue me ouvir?”
“Não”, ela gemeu. “Vá embora”.
Eu ri. Ela estava bem.
“Eu estava levando ela para a enfermaria”, Mike disse “Mas ela não conseguiu ir adiante”.
“Eu vou levar ela. Você pode voltar para a sala de aula.” eu disse, indiferente.
Os dentes de Mike trincaram. “Não. Sou eu quem deve fazer isso”.
Eu não ia ficar parado ali argumentando com aquele infeliz.
Exitado e apavorado, meio-agradecido e meio-aflito pela situação desagradável que fez o
toque dela uma necessidade, suavemente levantei Bella da calçada e mantive -a nos meus
braços, tocando só a sua roupa, mantendo tanta dis tância entre os nossos corpos enquanto
possível. Eu andava com passos largos para a frente no mesmo movimento, em uma pressa
para mantê-la a salvo - mais longe de mim, em outras palavras.
Seus olhos se abriram, atônitos.
“Me ponha no chão!” ela ordenou em uma voz fraca - embaraçada de novo, eu adivinhei
pela sua expressão. Ela não gostava de demonstrar fraquezas.
Eu mal ouvia Mike gritando seus protestos atrás de nós.
“Você parece horrível” eu disse a ela, sorrindo com alívio de que não houvesse nada de
errado com ela além de uma cabeça leve e um estômago fraco.
“Me coloque de volta na calçada”, ela disse. Seus lábios estavam brancos.
“Então você passa mal quando vê sangue?” isso podia ser mais irônico?
Ela fechou seus olhos e pressionou seus lábios juntos.
“E nem é o seu próprio sangue” eu acrescentei, meu sorriso aumentando.
Nós estávamos na frente da secretaria. A porta estava levemente aberta, e eu a chutei para
sair de nosso caminho.
A senhorita Cope pulou, assustada. “Meu Deus,” ela engasgou enquanto ex aminava a
garota pálida nos meus braços.
“Ela passou mal na aula de Biologia”, eu expliquei, antes que a sua imaginação começasse
a ir para muito longe.
A Srta. Cope se apressou em abrir a porta da enfermaria. Os olhos de Bella estavam abertos
novamente, observando-a.
Ouvi o assombro interno da enfermeira idosa enquanto eu deitava a garota cuidadosamente
em uma cama gasta. Tão logo Bella estivesse fora de meus braços, eu coloquei a distância
Nenhum comentário:
Postar um comentário