quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

E então ela começou a andar para longe de mim.
Sem pensar sobre o que eu estava fazendo, eu me estiquei e a peguei pela parte de trás de
seu casaco de chuva. Ela deu um solavanco ao parar.
“Onde é que você pensa que vai?” eu estava quase bravo por ela estar me deixando. Eu n ão
tinha passado tempo suficiente com ela. Ela não podia ir embora, não ainda.
“Eu vou pra casa” ela disse, desconcertada quanto ao porque isso tinha me irritado.
“Você não me ouviu prometer que te levaria pra casa em segurança? Você acha que eu vou
te deixar dirigir nessas condições?” eu sabia que ela não ia gostar disso - a minha
implicação de fraqueza da sua parte.
Mas eu precisava praticar para a viagem à Seattle, de qualquer forma. Ver se eu agüentaria
tê-la próxima em um espaço fechado. Essa era uma v iagem muito mais curta.
“Que condições?” ela perguntou “E a minha caminhonete?”
“Eu vou pedir pra Alice levá -la depois da escola” eu a puxei de volta para o meu carro
cuidadosamente, embora eu soubesse agora que andar pra frente era desafiador o suficiente
para ela.
“Me solta!” ela disse, se contorcendo de lado, quase tropeçando. Eu ergui uma mão para
segurá-la, mas ela se ajeitou antes que isso fosse necessário. Eu não devia ficar procurando
desculpas para tocá-la. Aquilo fez com que eu começasse a pensar sobre a reação da Sra.
Cope quando a mim, mas eu guardei isso para pensar depois. Tinha muito a ser considerado
mais para frente.
Eu a deixei ao lado do carro, e ela cambaleou até a porta. Eu teria que ser ainda mais
cuidadoso, levando em conta o seu equil íbrio precário…
“Você é muito mandão!”
“Está aberta.”
Eu entrei pelo meu lado do carro e dei a partida. Ela manteve o seu corpo rígido, ainda do
lado de fora, apesar da chuva ter ficado mais forte e eu sabia que ela não gostava de frio e
umidade. A água estava encharcando seu grosso cabelo, escurecendo -o até próximo do
preto.
“Eu sou perfeitamente capaz de dirigir até em casa!”
É claro que ela era - eu somente não era capaz de deixá -la ir.
Eu abaixei o vidro do lado do carona e me inclinei em sua direção. “ Entre no carro, Bella”.
Seus olhos se estreitaram e eu achei que ela estava se decidindo se devia ou não sair
correndo.
“Eu vou pegar você de novo” eu prometi, desfrutando do desapontamento em seu rosto
quando ela percebeu que eu estava falando sério.
Seu queixo se enrijeceu no ar, ela abriu a sua porta e entrou. Seu cabelo pingou no couro do
banco e suas botas rangeram uma contra a outra.
“Isso foi completamente desnecessário” ela disse friamente. Eu achei que ela parecia
embaraçada por debaixo da humilhaç ão.
Eu aumentei o aquecedor, portanto ela não se sentiria desconfortável, e coloquei a música
em um bom nível de fundo. Eu dirigi em direção à saída, observando -a pelos cantos dos
olhos. O seu lábio inferior se sobressaia fazendo beicinho. Eu encarei isso, examinando
como que fazia me sentir… pensando na reação da secretária de novo…
De repente, ela olhou para o rádio e sorriu, seus olhos arregalados. “Clair de Lune?” ela
perguntou.
Uma fã dos clássicos? “Você conhece Debussy?”

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