quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Seu coração batia rápido. “Você diz muito isso.”
“Sim, porque você não está me dando ouvidos.” Eu disse, muito intensamente outra vez.
“Eu ainda espero que você acredite nisso. Se for esperta, você vai me evitar.”
Ah, mas será que eu permitiria que ela fizesse isso, se tentasse?
Seus olhos se estreitaram. “Eu ach o que você deixou clara a sua opinião, a respeito do meu
intelecto.”
Eu não estava certo sobre o que ela quis dizer, mas eu sorri me desculpando, imaginando
que eu a tivesse ofendido acidentalmente.
“Então,” ela disse devagar. “Enquanto eu estiver sendo… b oba, vamos tentar ser amigos?”
“É isso o que parece.”
Ela olhou para baixo, examinando a garrafa de limonada que tinha em mãos.
A velha curiosidade me atormentava.
“O que você está pensando?” Eu perguntei - pelo menos era um alívio dizer estas palavras
em voz alta finalmente
Seu olhar encontrou o meu, e sua respiração acelerou enquanto suas bochechas coraram, eu
inspirei, sentindo o saboreando o ar.
“Eu estou tentando imaginar o que você é.”
Segurei o sorriso em meu rosto, travando minha feição naquela for ma, enquanto o pânico
percorria todo o meu corpo.
É claro que ela estava pensando naquilo. Ela não era estúpida. Eu não podia esperar que ela
fosse deixar de notar algo tão evidente.
“Você está tendo alguma sorte nisso?” Perguntei da forma mais sutíl que p ude.
“Não muita.” Ela admitiu.
Eu ri suavemente com a resposnta, sentindo um súbito alivio. “Quais são suas teorias?”
Elas não poderiam ser piores que a verdade, qualquer que fossem.
Suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas, e ela não disse nada. Eu pod ia sentir no ar o
calor do seu rubor.
Tentei usar meu tom persuasivo nela. Isso era algo que funcionava muito bem em humanos
normais.
“Não vai me dizer?” Sorri, encorajando -a.
Ela balançou a cabeça negativamente. “É muito embaraçoso.”
Ugh. Não saber era pior do que qualquer outra coisa. Por que as especulações dela a
deixariam embaraçada? Não pude suportar a curiosidade.
“É muito frustrante, sabe.”
Minha reclamação disparou algo nela. Seus olhos brilharam e as palavras fluíram mais
rapidamente que o normal.
“Não. Eu não posso imaginar poque isso pode ser minimamente frustrante - apenas porque
alguém se recusa a lhe dizer o que está pensando, mesmo se durante todo o tempo estivesse
fazendo apenas pequenas observções enigmáticas com a única intenção de lhe dei xar
acordado a noite tentando imaginar o que é que elas podem significar… agora, por que isso
seria frustrante?”
Eu franzi as sobrancelhas para ela, irritado por aceitar que ela estava certa. Eu não estava
sendo justo.
Ela continuou. “Ou melhor, dizer tamb ém que esta pessoa fez um monte de coisas bizarras,
desde salvar sua vida sob circunstâncias impossíveis em um dia até te tratar como um
estranho no dia seguinte, e jamais te explicar nem uma coisa nem outra, mesmo depois de
prometer fazê-lo. Isso também não seria frustrante.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário