Eu não senti remorso ou culpa ou raiva naquele se gundo. Eu sabia que eles reapareceriam,
logo mas por hora era até um pouco excitante. Como se eu tivesse ganhado e não perdido.
Ela não parou de me olhar mesmo eu encarando -a com uma intensidade imprópria,
tentando sem sucesso ler seus pensamentos por seus olhos castanhos. Eles estavam cheios
de perguntas ao invés de respostas.
Eu podia ver a reflexão dos meus próprios olhos, vi eles pretos com sede. Já haviam
passado quase duas semanas desde a última vez que eu cacei; isso não era o modo mais
seguro de sucumbir a minha vontade. Mas a escuridão não pareceu assustar ela. Ela não
olhou em outra direção e uma leve cor vermelha começou a aparecer na sua face.
O que ela estava pensando agora?
Eu quase perguntei em voz alta, mas quase ao mesmo momento Sr.Banner ch amou meu
nome. Eu ouvi a resposta certa na sua mente e olhei rapidamente na sua direção.
Eu respirei rapidamente. “Ciclo de Krebs.”
A sede coçou minha garganta - fazendo meus músculos mais tensos e enchendo minha boca
com veneno. - eu fechei os olhos, tentando me concentrar apesar do desejo pelo sangue dela
que pulsava dentro de mim.
O monstro estava mais forte do que antes. O monstro estava reaparecendo. Ele se juntou a
esse futuro que dava a ele uma chance de 50% que ele desejava de maneira cruel.
O terceiro futuro incerto eu havia tentando construir por força de vontade apenas tinha sido
destruído - pelo ciúmes, acima de tudo. - e por isso o monstro estava cada vez mais perto de
ter seu desejo.
O remorso e a culpa me queimaram assim como a sede e se eu ti vesse como produzir
lágrimas elas estariam se formando agora.
O que foi que eu fiz?
Sabendo que a batalha estava perdida, não parecia ter mais uma razão para resistir o que eu
queria; eu virei para encarar Bella novamente.
Ela havia se escondido no próprio cabelo, mas eu podia ver que seu rosto estava totalmente
vermelho agora.
O monstro gostou daquilo.
Ela não me olhou novamente, mas mexeu de forma nervosa em uma mecha de cabelo. Seus
dedos delicados, seu pulso delicado - eles eram tão frágeis, parecendo q ue só minha
respiração podia os romper.
Não, não, não. Eu não podia fazer isso. Ela era muito frágil, boa demais, preciosa demais
para merecer esse destino. Eu não podia permitir que minha vida colidisse com a dela,
destruir a vida dela.
Mas eu não podia ficar longe dela também. Alice estava certa sobre isso.
O monstro dentro de mim se manifestou, frustrado conforme eu pensava.
Minha breve hora passou muito rápido. O sinal tocou e ela começou a arrumar as coisas
sem olhar para mim. Isso me decepcionou mas e u não podia esperar nada menos. O jeito
que eu tinha a tratado desde o acidente foi inaceitável.
“Bella?” eu disse, sem conseguir me segurar. Minha força de vontade despedaçada.
Ela hesitou antes de olhar pra mim; quando ela virou sua expressão estava defe nsiva e
desconfiada.
Eu relembrei a mim mesmo que ela tinha o direito de desconfiar de mim. Ela devia.
Ela esperou que eu continuasse mas eu só olhei para ela lendo sua expressão. Eu respirava
forte em intervalos regulares, lutando contra minha sede.
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