É orgulho, Edward? Não precisa ter vergonha em -
“Não, não é o orgulho que me mantém aqui. Não agora.”
Nenhum lugar para ir?
Eu ri brevemente. “Não. Isso não me pararia, se eu pudesse me fazer ir embora.”
“Nós iremos com você, é claro, se é isso que você precisa. Você só precisa pedir.
Você se mudou sem reclamar pelo resto deles. Eles não vão lhe negar isso.”
Eu levantei uma sobrancelha.
Ele riu. “Sim, Rosalie talvez, mas ela lhe deve uma. De qualquer modo, é bem
melhor para nós partirmos agora, sem nenhum dano, do que partirmos depois, quando uma
vida tiver sido terminada.” Todo o humor se esvaindo no final.
Eu me esquivei das suas palavras.
“Sim.” Eu concordei. Minha voz soou rouca.
Mas você não vai partir?
Eu suspirei. “Eu deveria.”
“O que o segura aqui, Edward? Eu não consigo ver...”
“Eu não sei se eu consigo explicar.” Até mesmo para mim, não fazia sentido.
Ele mediu a minha expressão por um bom tempo.
Não, eu não vejo. Mas eu vou respeitar a sua privac idade, se você preferir.
“Obrigado. É generoso da sua parte, vendo como eu não dou privacidade para
ninguém.” Com uma exceção. E eu estava fazendo tudo que eu podia para privar ela disso,
não estava?
Nós todos temos nossos caprichos. Ele riu novamente. Vamos?
Ele tinha recém pego o rastro de uma pequena manada de veados. Era difícil reunir
muito entusiasmo pelo que era, mesmo nas melhores das circunstâncias, um aroma que
dava menos do que água na boca. Nesse momento, com a memória do sangue fresco da
garota na minha mente, o cheiro me fez realmente revirar o estômago.
Eu suspirei. “Vamos”, eu concordei, embora eu soubesse que forçar mais sangue
pela minha garganta ia ajudar muito pouco.
Nós nos curvamos para uma posição de caça e deixamos o aroma não atrae nte nos
puxar para frente.
Estava mais frio quando retornamos para casa. A neve derretida havia congelado
novamente, era como se um fino lençol de vidro cobrisse tudo – cada agulha de pinheiro,
cada fronde de samambaia, cada lâmina de grama estava cobe rta de gelo.
Quando Carlisle foi se vestir para seu primeiro turno no hospital, eu fiquei próximo
ao rio, esperando o sol nascer. Eu me sentia quase engolido pela quantidade de sangue que
havia consumido, mas eu sabia que a falta de uma sede real significa ria muito pouco
quando eu sentasse próximo à garota novamente.
Frio e imóvel como a rocha em que estava sentado, eu olhei para a água escura
correndo pelo banco gelado, olhei através dela.
Carlisle estava certo. Eu deveria partir de Forks. Eles poderiam e spalhar alguma
história para explicar a minha ausência. Escola interna na Europa. Visitando parentes
distantes. Fuga adolescente. A história não importava. Ninguém iria perguntar muito
intensamente.
Era apenas um ano ou dois e então a garota iria desaparec er. Ela iria seguir com a
vida dela – ela teria uma vida para seguir. Ela iria para faculdade em algum lugar,
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