quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Era um argumento que parecia certo, mas estava errado, pensar que salvando
dezenove humanos nessa sala, com trabalho e paciência, eu seria menos m onstro quando
eu matasse a inocente garota.
Embora eu a odiasse, eu sabia que meu ódio era injusto. Eu sabia que o que eu
realmente odiava era a mim mesmo. E eu odiaria muito mais nós dois quando ela
estivesse morta.
Passei a hora dessa maneira. - imaginando as melhores formas de matá-la. Tentei
evitar imaginar o ato em si. Poderia ser muito para mim; poderia perder essa batalha e
acabar matando todos à vista. Então planejei uma estratégia e nada mais. Isso me levou
por uma hora.
Uma vez, próximo ao final, ela deu uma espiada através lisa parede do seu
cabelo. Eu podia sentir o ódio injustificado me queimando quando encontrei o olhar dela
– vi o reflexo disso em seus olhos assustados. Ela corou antes de poder se esconder em
seu cabelo novamente, estava quase arruinado.
Mas o sino tocou. Salvo pelo sino – quão clichê. Estávamos os dois salvos. Ela salva
da morte. Eu salvo por um curto tempo de ser essa criatura medonha que eu temia e
odiava.
Não pude andar devagar como eu deveria quando sai da sala. Se qualq uer pessoa
estivesse olhando para mim, teriam suspeitado que havia algo de errado com o jeito que
me movi. Ninguém estava prestando atenção em mim. Todos os pensamentos humanos
estavam voltados para a garota que estava condenada a morte em pouco mais de u ma
hora.
Escondi meu carro.
Eu não gostava de pensar em ter que esconder. Quão covarde isso soou. Mas isso
não era inquestionável o caso agora.
Eu não tinha mais disciplina para ficar próximo aos humanos agora. Muito focado
nos meus esforços em não matar um deles. Não me deixou opções para resistir aos
outros. Que desperdício seria. Se deixasse o monstro vencer eu deveria fazer valer a
derrota.
Botei para tocar um CD de música que costumava me acalmar, mas isso me
ajudou pouco. O que ajudou mais foi o frio, úmido e limpo ar que entrava com a fina
chuva pelas janelas abertas. Embora eu pudesse lembrar a essência do sangue da Bella
Swan com perfeita clareza, inalar o ar limpo era como lavar o interior do meu corpo
para se livrar dessa infecção.
Eu estava são novamente. Conseguia pensar novamente. E conseguiria lutar
novamente. Conseguiria lutar contar aquilo que eu não queria ser.
Eu não teria que ir à casa dela, não teria que matá -la. Obviamente, eu era
racional, era uma criatura pensante, eu tinha escolha. S empre existiria uma chance.
Não tinha sentido isso na sala de aula... Mas eu estava longe dela agora. Talvez
se eu a evitasse muito, muito cuidadosamente, não exista razão para eu mudar minha
vida. As coisas estavam na ordem que eu queria agora. Por que e u deixaria alguém
piorar uma deliciosa ninguém arruinar isso?
Eu não tinha que desapontar meu pai. Eu não tinha que causar a minha mãe,
stress, preocupação...Dor. Sim, eu magoaria minha mãe adotiva, também. E Esme era
tão gentil, tão carinhosa e doce. Caus ar dor a alguém como Esme era extremamente
inescusável.
Quão irônico que eu queria proteger essa garota humana da miserável,
insignificante ameaça dos pensamentos nojentos de Jéssica Stanley. Eu era a ultima
pessoa que deveria se nomear protetor da Isabel la Swan. Ela nunca precisaria mais
proteção do que ela precisaria se proteger de mim.

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