quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu queria muito ler os títulos de seus livros e CDs, mas tinha prometido que iria manter a
distância; em vez disso, fui sentar na velha cadeira de balanço no outro canto do quarto.
Alguma vez eu tinha realmente pensado que ela era comum? Pensei naquele primeiro dia, e
meu nojo pelos garotos que ficaram tão rapidamente intrigados por ela. Mas quando eu me
lembrei do rosto dela nos pensamentos deles, não conseguia entender por que não a tinh a
achado linda imediatamente. Parecia uma coisa óbvia.
Nesse momento - com seu cabelo escuro embaraçado e selvagem envolta de seu rosto
pálido, usando uma camiseta puída cheia de buracos e uma calça surrada - ela me deixou
sem fôlego. Ou teria, pensei ironicamente, se eu estivesse respirando.
Ela não falou. Talvez seu sonho tenha terminado.
Eu encarei seu rosto e tentei pensar em algum modo de deixar o futuro suportável.
Machucá-la não era suportável. Isso significava que minha única escolha era tentar ir
embora novamente?
Os outros não podiam discutir comigo agora. Minha ausência não iria colocar ninguém em
perigo. Não teria nenhuma suspeita, nada para levar os pensamentos de ninguém de volta
ao acidente.
Eu vacilei como tinha feito esta tarde, e nada parec eu possível.
Não podia esperar ser rival dos meninos humanos, quer esses garotos específicos a
atraíssem ou não. Eu era um monstro. Como ela podia me ver de qualquer outro jeito? Se
ela soubesse a verdade sobre mim, iria assustá -la e repulsá-la. Como a vítima em um filme
de terror, ela iria correr, gritando de horror.
Lembrei-me do primeiro dia dela na aula de biologia… e soube que essa seria exatamente a
reação certa para ela ter.
Era besteira imaginar que se fosse eu quem tivesse a convidado para esse bai le bobo, ela
teria cancelado seus planos feitos em cima da hora e concordado em ir comigo.
Não era a mim que ela estava destinada a dizer sim. Era para alguma outra pessoa, humana
e quente. E eu nem podia - algum dia, quando ela dissesse sim - me deixar caçá-lo e matá-
lo, porque ela o merecia, quem quer que fosse que tivesse escolhido.
Eu devia a ela fazer a coisa certa agora; não podia mais fingir que estava só em perigo de
amar essa garota.
E mesmo assim, não importava realmente se eu fosse embora, porque Bella jamais me veria
do jeito que eu queria que ela visse. Ela nunca me veria como alguém que merecesse ser
amado.
Nunca.
Um coração morto, gelado, podia ser despedaçado? Parecia que o meu podia.
- Edward. - Bella disse.
Eu congelei, encarando seus olhos fechados.
Ela tinha acordado, me visto aqui? Ela parecia adormecida, mas sua voz tinha sido tão
clara…
Ela suspirou calmamente, então se moveu inquieta outra vez, rolando de lado - ainda
dormindo e sonhando.
- Edward. - ela murmurou suavemente.
Ela estava sonhando comigo.
Um coração morto, gelado, podia bater de novo? Parecia que o meu podia.
- Fique. - ela suspirou. - Não vá. Por favor… não vá.
Ela estava sonhando comigo, e nem era um pesadelo. Ela queria que eu ficasse com ela, lá
em seu sonho.

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