“Eu realmente não me importo, Emmett. Com a sorte d e Bella, ela vai acabar
perambulando até a floresta exatamente na hora errada e -” eu recuei. “Peter não é
conhecido pelo seu auto-controle. Voltarei no domingo.”
Emmet suspirou. Exatamente como um maluco.
Bella estava dormindo tranqüilamente quando eu esc alei até a janela do seu quarto na
manhã de segunda-feira. Eu lembrei do óleo dessa vez e a janela agora se movia
silenciosamente para fora do meu caminho.
Eu poderia dizer pela forma como o seu cabelo repousava suavemente no travesseiro que
ela tivera uma noite menos agitada do que da última vez que eu estivera aqui. Ela tinha as
mãos juntas sob suas bochechas como uma criancinha, e sua boca estava ligeiramente
aberta. Eu podia ouvir sua respiração ir e vir vagarosamente entre seus lábios.
Era um alívio tremendo estar aqui e poder vê-la novamente. Eu percebi que não estaria
calmo até que isso acontecesse. Nada parecia certo quando eu estava longe dela.
Não que tudo estivesse certo quando eu estava com ela, mesmo assim. Eu suspirei,
deixando a sede ardente incendiar minha garganta. Eu estive longe disto por muito tempo.
O tempo longe da dor e da tentação fez tudo isso mais difícil agora. Era ruim o bastante
para que eu temesse me ajoelhar ao lado de sua cama próximo o bastante para ler os títulos
de seus livros. Eu queria saber as histórias que ela tinha em sua mente, mas eu temia mais
que minha sede, temia que se eu me deixasse aproximar tanto dela, eu iria querer ainda
mais…
Seus lábios pareciam muito suaves e quentes. Eu imaginei tocá -los com a ponta dos meus
dedos. Bem levemente…
Este era exatamente o tipo de erro que eu deveria evitar cometer.
Meus olhos percorriam sua face seguidas vezes, examinando qualquer mudança. Mortais
mudavam todo o tempo - Eu me entristecia com a idéia de poder perder qualquer det alhe.
Eu achei que ela parecia… cansada. Como se ela não tivesse dormido o bastante neste fim
de semana.
Teria ela saído?
Eu ri silenciosa e forçadamente com o quanto essa idéia me chateou. E daí se ela tivesse
saído? Eu não era o dono dela. Ela não era mi nha.
Não, ela não era minha - e eu estava triste novamente.
Uma de suas mãos contraiu-se e eu notei que havia ranhuras superficiais e não cicatrizadas
na base de sua palma. Ela tinha se ferido? Mesmo óbviamente não sendo um ferimento
grave, isto ainda me perturbava. Eu considerei o local e decidi que ela devia ter tropeçado e
caído. Parecia uma explicação razoável, considerando -se tudo.
Era confortante pensar que eu não teria que quebrar a cabeça para solucionar estes
pequenos mistérios para sempre. Nós eramos amigos agora - ou, pelo menos, tentávamos
ser amigos. Eu poderia perguntar a ela sobre o seu fim de semana - sobre a praia, e qualquer
atividade noturna que a fizesse parecer tão fatigada. Eu poderia perguntar sobre o que
acontecera com suas mãos. E eu poderia rir um bocado quando ela confirmasse minha
teoria sobre o assunto.
Eu sorri gentilmente enquanto eu pensava se ela tinha ou não mergulhado no oceano. Eu
me preocupava em saber se ela havia se divertido no passeio. Eu imaginava se ela tinha
pensado em mim, em algum momento. Se ela havia sentido minha falta, mesmo que fosse
uma mínima fração de toda a falta que senti dela.
Eu tentei imaginá-la na praia, ao sol. A imagem era incompleta, porque eu mesmo jamais
estivera em uma praia. Eu conhecia a praia apenas por fotos…
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