quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu respirei profundamente, e em seguida, eu tornei a encarar seus olhos. Este tipo de
honestidade era difícil, de uma forma muito diferente. “Me deixa… angustiado..” Eu supus
que essa palavra fosse suficiente, embora ela não fosse suficientemente forte. “Ficar longe
de você. Eu não estava brincando quando lhe pedi para tentar não cair no mar nem ser
atropelada na quinta passada. Fiquei disperso o fim de semana todo, preocupado com você.
E depois do que aconteceu essa noite, é uma surpresa que você tenha passado por todo o
fim de semana ilesa.” Então eu lembrei dos arranhões na palma de suas mãos. “Bom, não
totalmente ilesa.”
“Como é?”
“Suas mãos,” eu lembrei ela.
Ela suspirou e fez uma careta. “Eu caí.”
Eu certamente adivinhei. “Foi o que eu pensei.” Eu disse, incapaz de c onter o meu sorriso.
“Imagino que, sendo você, podia ter sido muito pior… Essa possibilidade me atormentou o
tempo todo em que estive fora. Foram três dias muito longos. Eu dei nos nervos de
Emmett.”
Honestamente; isso não fazia parte do passado. Eu ainda estava provavelmente, irritando
Emmett. E todo o resto da minha família também. Exceto por Alice…
“Três dias?” Sua voz ficou afiada repentinamente. “Não voltou hoje?”
Eu não entendi o corte em sua voz. “Não, voltamos no sábado.”
“Então por que nenhum de vocês foi à escola?” ela exigiu. Sua irritação me confundiu. Ela
não parecia ter percebido que era uma questão relacionada com a mitologia novamente.
“Bom, você perguntou se o sol me machucava, e não machuca.” Eu disse. “Mas não posso
sair na luz do sol… Pelo menos, não onde todo mundo possa ver.”
Ela se desviou do seu mistério incomodo. “E por quê?” ela inclinou a cabeça para o lado.
Eu tinha dúvidas com a analogia apropriada para explicar isso. Então eu contei a ela, “Um
dia eu mostro,” E então eu me pergun tei se essa era uma promessa que eu acabaria
quebrando. Eu iria vê-la depois desta noite? Eu a amava o suficiente para mantê -la longe?
“Podia ter me ligado,” ela disse.
Que estranha conclusão, “Mas eu sabia que estava segura.”
“Mas eu não sabia onde você e stava. Eu…” Ela interrompeu de uma maneira repentina, e
olhou para suas mãos.
“O quê?”
“Não gosto disso,” ela disse com timidez, com sua pele corando ao longo de suas maçãs.
“Não ver você. Me deixa angustiada também.”
“Você está feliz agora?” eu disse a mim mesmo. Bem, aquilo foi a recompensa que eu
estava esperando.
Eu estava perplexo, feliz, horrorizado, principalmente horrorizado - para perceber que
minha louca imaginação não estava longe de notar. Foi por esta razão que não importava eu
ser um monstro. Foi exatamente a mesma razão que fazia as regras não importarem para
mim. Porque o certo e o errado já não eram incontornáveis influências. Porque todas as
minhas prioridades tinham deslocado um degrau para baixo para dar espaço a esta menina
na parte superior.
Bella se importava comigo, também.
Eu sabia que poderia não ser nada, comparado com a forma que ela me amava. Mas era
suficiente para que ela arriscasse sua vida ao se sentar aqui comigo. Para fazer isso com
prazer.
O suficiente para causar dor, se e la fizesse a coisa certa e me deixasse.

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