Levou-me muito menos de um segundo para eu ver que eu não poderia deixá -la no carro
para lidar com os quatro homens na rua. O que eu di ria à ela, para não olhar? Ha! Quando
que ela faz sempre o que eu peço? Quando que ela sempre faz a coisa segura?
Eu iria arrastá-los para longe, pra fora da visão dela, e deixá -la sozinha aqui? Eram poucas
as chances que outro humano perigoso estaria rond ando as ruas de Port Angeles esta noite,
as chances eram poucas como essa era até o primeiro! Como um imã, ela atrai todas as
coisas perigosas para ela mesma. Eu não poderia deixá -la fora de vista.
Seria como parte do mesmo movimento para ela quando eu ace lerei, tirando ela dos seus
perseguidores tão rapidamente que eles ficaram boquiabertos atrás do meu carro com
expressões incompreensíveis. Ela não perceberia meu instante de hesitação. Ela presumiria
que o plano era escapar desde o começo.
Eu nem conseguiria bater nele com o meu carro. Aquilo iria assustar ela.
Eu queria a morte dele tão brutalmente que a necessidade por isso chiou nos meus ouvidos
e nublou a minha visão e era um sabor na minha língua. Meus músculos estavam
amontoados com a urgência, o des ejo, a necessidade por isso. Eu tinha que matá-lo. Eu iria
descascá-lo aos poucos lentamente, pedaço por pedaço, pele do músculo, músculo de
osso…
Exceto que a garota - a única garota no mundo - estava agarrada no seu banco com as duas
mãos, me encarando, seus olhos ainda muito abertos e totalmente confiando em mim. A
vingança teria que esperar.
“Bote o seu cinto,” Eu mandei. Minha voz foi áspera por causa do ódio e da sede de
sangue. Não a comum sede de sangue. Eu não me sujaria ao ponto de pegar qualquer parte
daquele homem pra dentro de mim.
Ela botou o cinto de segurança no lugar, se sobressaltando levemente com o som feito.
Aquele pequeno som fez ela se sobressaltar, mesmo que ela não tenha demonstrado medo
quando eu rasguei pela cidade, ignorando todos os sinais de trânsito. Eu poderia sentir seus
olhos em mim. Ela parecia estranhamente relaxada. Não faz sentido - não com o que ela
acabou de passar.
“Você está bem?” ela perguntou, sua voz áspera por causa do estresse e do medo.
Ela queria saber se eu estava bem?
Eu pensei por uma fração de segundo na pergunta dela. Não muito para que ela notasse a
minha hesitação. Eu estava bem?
“Não,” eu percebi, e o meu tom ferveu com a raiva.
Eu a levei pelo mesmo caminho que eu passei esta tarde, ocupado na mais pobr e vigilância
que já existiu. Estava escuro agora, embaixo das árvores.
Eu estava tão furioso que o meu corpo paralisou no lugar, totalmente imóvel. Minhas mãos
frias que estavam fechadas desejavam esmagar o agressor dela, pulverizar ele em pedaços
tão mutilados que o seu corpo nunca poderia ser identificado…
Mas isso exigiria deixá-la aqui sozinha, desprotegida na noite escura.
“Bella?” Eu perguntei entre os dentes.
“Sim?” Ela respondeu roucamente. Ela limpou a garganta.
“Você está bem?” Aquilo era mesmo a coisa mais importante, a primeira prioridade.
Castigo era secundário. Eu sabia disso, mas o meu corpo estava tão cheio de raiva que era
difícil pensar.
“Sim.” A voz dela ainda estava grossa - com medo, sem dúvida.
E então eu não poderia deixá-la.
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