quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

“Melhor?” Ela perguntou timidamente.
“Não realmente.”
Não, eu estava mais calmo, mas não melhor. Porque eu acabei de perceber que eu não
poderia matar o monstro chamado Lonnie, e eu ainda queria isso qu ase mais do que outra
coisa no mundo. Quase.
A única coisa neste instante que eu queria mais do que um grande justificável assassinato,
era esta garota. E, apesar de que eu não poderia tê -la, apenas o sonho de tê-la, se fez
impossível para eu ir numa diver tida matança essa noite - não importa o quanto defensível
tal coisa poderia ser.
Bella merecia mais do que um assassino.
Eu passei sete décadas tentando ser alguma coisa além daquilo - qualquer coisa além de um
assassino. Aqueles anos de esforço nunca pode riam me fazer digno da garota sentada ao
meu lado. E mesmo assim, eu senti que se eu voltasse para aquela vida - a vida de um
assassino - por apenas uma noite, eu certamente poria ela fora de meu alcance para sempre.
Mesmo se eu não tomasse o sangue deles - mesmo se eu não tivesse a evidência brilhando
vermelho em meus olhos - ela não sentiria a diferença?
Eu estava tentando ser bom o suficiente pra ela. Era um objetivo impossível. Eu continuaria
tentando.
“O que há de errado?” Ela sussurrou.
Seu hálito encheu o meu nariz, e eu fui lembrado porque eu não merecia ela. Depois de
tudo isso, mesmo com o muito que eu amava ela… ela ainda me dava água na boca.
Eu daria pra ela tanto honestidade quanto eu podia. Eu devo isso a ela.
“Às vezes eu tenho um problema com o meu temperamento, Bella”. Eu encarei a escura
noite lá fora, desejando que ela escutasse o horror interno de minhas palavras e também que
ela não escutasse. Principalmente que ela não escutasse. Corra, Bella, corra. Fique, Bella,
fique. “Mas não seria ajuda alguma pra mim se eu me virasse e caçasse esses…” Apenas
pensando nisso, quase me tirou de dentro do meu carro. Eu respirei fundo, deixando o
cheiro dela queimar a minha garganta. “Pelo menos, é o que eu estou tentando convencer a
mim mesmo.”
“Oh.”
Ela não disse mais nada. Quanto que ela tinha ouvido das minhas palavras? Eu olhei pra ela
pelo canto do olho, mas o seu rosto estava ilegível. Branco com o choque, talvez. Bem, ela
não estava gritando. Ainda não.
Estava silencioso por um momento. Eu lutei comigo mesmo, tentando ser o que deveria ser.
O que eu não poderia ser.
“Jessica e Angela devem estar preocupadas,” ela disse calmamente. Sua voz estava bem
calma, e eu não estava certo como poderia ser aquilo. Ela estava em choque? Talvez os
eventos de hoje a noite ainda não tinham entrado em sua cabeça. “Era pra eu ter me
encontrado com elas.”
Ela queria ficar longe de mim? Ou ela só estava preocupada com a preocupação das suas
amigas?
Eu não respondi a ela, mas eu liguei o carro e levei -a de volta. Com o passo que eu chegava
mais perto da cidade, mais difícil ficava me segurar no meu objetivo. Eu estava tão perto
dele…
Se fosse possível - se eu nunca pudesse ter ou merecer essa garota - então onde estava o
sentido de deixar esse homem não punido? Com cert eza que eu poderia me permitir tanto…
Não. Eu não estava desistindo. Não ainda. Eu a queria muito para me render agora.

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