Os olhos de Jessica se arregalaram. Foi estranho e divertido… e honestamente, um pouco
embaraçoso… para se ter uma idéia de como ficar perto de Bella me deixou mais gentil.
Parecia que ninguém estava mais com medo de mim. Se Emmett soubesse disso, ele iria
ficar rindo pelo próximo século.
“É…oi” Jessica murmurou e seus olhos lampejaram para o rosto de Bella, cheios de
expressão. “Acho que te vejo em trigonometria”.
Ah, você vai desembuchar tudo para mim. Não vou aceitar não como resposta. Detalhes.
Tenho que saber dos detalhes! Edward gato CULLEN! A vida é tão injusta.
A boca de Bella se torceu. - “É, a gente se vê lá.”
Os pensamentos de Jessica ficaram fora de controle enquanto ela corri a para sua primeira
aula, nos espiando uma vez ou outra.
A história inteira. Não vou aceitar nada menos que isso. Eles combinaram de se encontrar
ontem à noite? Eles estão namorando? Há quanto tempo? Como ela pôde guardar segredo
sobre isso? Por que ela guardaria? Não pode ser uma coisa casual - ela tem que estar bem
afim dele. Tem alguma outra opção? Eu vou descobrir. Não vou conseguir não saber de
nada. Será que ela já deu uns amassos nele? Ah, vou desmaiar… De repente os
pensamentos de Jessica ficaram de sconexos, e ela deixou que suas fantasias mudas
girassem por sua cabeça. Eu recuei com suas especulações, e não só porque ela tinha
trocado Bella por si mesma nas figuras mentais.
Eu não podia ser assim. Mas mesmo assim, eu… eu queria…
Resisti em admitir isso, mesmo para mim. Em quantas maneiras erradas eu queria colocar a
Bella? Qual iria acabar por matá-la?
Eu sacudi a cabeça e tentei deixar as coisas mais leves.
- “O que vai dizer a ela?” - perguntei a Bella.
- “Ei!” - ela sussurrou ferozmente. - “Pensei que você não pudesse ler minha mente!”
- “Não posso.” - eu a encarei, surpreso, tentando entender suas palavras. Ah - devíamos
estar pensando a mesma coisa ao mesmo tempo. Hmmm, gostei disso. - “Mas” - contei a
ela. - “posso ler a dela - Ela vai pegar você de surpresa na sala.”
Bella gemeu, e deixou a jaqueta escorregar por seus ombros. Não percebi que ela estava a
devolvendo - eu não teria pedido; preferia que ficasse com ela… uma lembrança - então fui
muito devagar para oferecer minha ajuda. Ela me entre gou a jaqueta e passou os braços
pela dela, sem olhar para cima para ver que minhas mãos estavam esticadas para ajudar. Eu
fiz uma careta com isso, e então controlei minha expressão antes que ela notasse.
- “Então, o que vai dizer a ela?” - eu pressionei.
- “Que tal uma mãozinha? O que ela quer saber?”
Eu sorri e sacudi a cabeça. Eu queria escutar o que ela estava pensando agora sem nenhuma
dica. - “Isso não é justo”.
Os olhos dela se apertaram. - “Não, você não está partilhando o que sabe - isso é que não é
justo”.
“Certo” - ela não gostava de dois pesos e duas medidas.
Chegamos à porta da classe dela - onde eu teria que deixá-la; me perguntei à toa se a Srta.
Cope iria ser mais favorável sobre uma mudança da minha aula de inglês… Forcei a minha
concentração. Eu podia ser justo.
- “Ela quer saber se estamos namorando escondido” - eu disse lentamente. - “E ela quer
saber como você se sente com relação a mim”.
Seus olhos se arregalaram - dessa vez não de surpresa, mas astutos. Estavam abertos para
mim, legíveis. Ela estava bancando a inocente.
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