pudesse machucá-la. Ainda assim, eu esperava que ela me tratasse diferente. Como outra
coisa. Ela nunca fez isso - pelo menos, não de uma forma ne gativa…
Eu devia começar de forma gentil.
“Então a garçonete era bonita, não era?”
Ela ergueu uma sobrancelha de novo. “Você realmente não reparou?”
Como se qualquer outra mulher pudesse tirar a minha atenção de Bella. Absurda, de novo.
“Não. Eu não estava prestando atenção. Eu tinha muitas coisas na cabeça”. Não pior do que
as que haviam sido envolvidas pela sua blusinha fina.
Ao menos ela não teria que usar aquele suéter horrível hoje.
“Pobre garota” Bella disse, sorrindo.
Ela gostou que eu não tivesse achado a garçonete interessante de qualquer forma. Eu podia
entender isso. Quantas vezes eu tinha me imaginando mutilando Mike Newton na sala de
biologia?
Ela não conseguiria compreender honestamente que esses seus sentimentos humanos, fruto
de dezessete anos humanos, podiam ser mais fortes que as minhas paixões imortais que
tinham se construído por um século.
“Algo que você disse pra Jessica…” Eu não conseguia manter a minha voz casual. “Bem,
me incomodou”.
Ela se colocou imediatamente na defensiva.
“Eu não estou surpresa que você tenha ouvido algo de que não tenha gostado. Você sabe o
que as pessoa dizem sobre espionar”.
Os bisbilhoteiros nunca ouvem bem deles, esse era o ditado.
“Eu te disse que estaria ouvindo” eu a lembrei.
“E eu te avisei que você não ia querer saber tudo o que eu pensava”.
Ah, ela estava pensando de quando eu a fiz chorar. O remorso fez minha voz endurecer.
“Você avisou. Porém, você não estava precisamente certa. Eu quero saber o que você pensa
- tudo. Eu só queria que você não estivesse pensando em… algumas coisas”.
Mais meias-verdades. Eu sabia que eu não podia querer que ela se importasse comigo. Mas
eu queria. É claro que eu queria.
“Isso é uma distinção”. Ela rosnou, fazendo cara feia para mim.
“Mas não é isso que importa no momento” .
“Então o que é?”
Ela se inclinou em minha direção, sua mão ao redor de seu pescoço. Isso atraiu meus olhos
- me distraindo. Como sua pele devia ser suave…
Se concentre, eu me ordenei.
“Você realmente acredita que gosta de mim mais do que eu gosto de você ?” eu perguntei.
A pergunta parecia ridícula para mim, como se as palavras estivessem trocadas.
Seus olhos se arregalaram, sua respiração parou. Então ela olhou para longe, piscando
rapidamente. Sua respiração saiu em um baixo suspiro.
“Você está fazendo isso de novo”, ela murmurou.
“O que?”
“Me deixando deslumbrada”, ela admitiu, encontrando meus olhos cuidadosamente.
“Oh” Hmm. Eu não tinha muita certeza do que fazer quanto a isso. Nem eu tinha certeza se
eu não queria deslumbrá-la. Eu ainda estava emocionado por eu poder deslumbrá-la. Mas
isso não estava ajudando o progresso da conversa.
“Não é sua culpa”, ela suspirou “Você não consegue evitar”.
“Você vai responder a pergunta?” eu exigi.
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