Quão impotente que isso me fez sentir - cercado pela linha entre a escuridão e a luz que se
estendia até a calçada na frente minha frente. Tão limitado.
Eu só podia adivinhar que ela continuou pela rua, indo para o sul. Não havia muito
seguindo aquela direção. Ela estava perdida? Bom, essa possibilidade parecia exatamente
como o caráter dela.
Eu voltei para o carro e dirigi devagar pelas ruas, procurando por ela. Eu saí para alguns
outros caminhos com sombras, mas eu só senti o seu cheiro mais uma vez, e o rumo disso
me confundiu. Onde ela estava tentando ir?
Dirigi de volta e adiante entre a loja e o restaurante algumas vezes, esperando ver ela em
seu caminho. Jessica e Angela já estavam lá, tentando decidir se pediam (a janta), ou se
esperavam pela Bella. Jessica já estava pensando em pedir imediatamente.
Eu comecei a passar rapidamente pela mente de estranhos, olhando através de seus olhos.
Com certeza alguém deve ter visto ela em algum lugar.
Mais tempo que ela ficava perdida, mais eu ficava impaciente. Eu não tinha considerado
antes quão difícil que era pra achá -la, como agora, ela estava fora de minha vista e fora de
seus caminhos normais. Eu não gostava disso.
As nuvens estavam se acumulando no horizonte, e, em alguns poucos minutos, eu estaria
livre para localizá-la a pé. Então não me levaria muito tempo. Era somente o sol que me
fazia tão paralisado agora. Apenas mais alguns minutos, e então a vantagem seria minha
novamente e o mundo humano que seria impotente.
Outra mente, e mais outra. Tantos pensamentos banais.
…acho que o bebê tem outra infecção no ouvido…
Era 18:40 ou 18:04…?
Atrasado de novo. Eu devia contar pra ele…
Aqui ela vem! Aha!
Ali, finalmente, estava o rosto dela. Fina lmente, alguém tinha reparado nela!
Aquele alívio só durou por uma fração de segundo, e então eu li mais os pensamentos do
homem que estava olhando para o rosto dela fixamente nas sombras.
A mente dele era a de um estranho para mim, e mesmo assim, completa mente familiar. Eu
já havia caçado exatamente tal mente.
“NÃO!” Eu rugi, e um nó apertou a minha garganta. Meu pé afundou no acelerador, mas
pra onde eu estava indo?
Eu sabia mais ou menos o rumo dos seus pensamentos, mas isso não era específico o
suficiente. Alguma coisa, deveria haver alguma coisa - uma placa de rua, a frente de uma
loja, alguma coisa na sua vista que entregaria a sua localização. Mas Bella estava bem na
escuridão, e os olhos dele estavam focados somente na expressão apavorada dela -
saboreando o medo lá.
O rosto dela estava nublado na mente dele pela memória de outros rostos. Bella não era a
sua primeira vítima.
O som dos meus rosnados tremeu a estrutura do carro, mas não me distraíram.
Não havia janelas na parede atrás dela. Algum lugar industrial, longe da região de compras
que era mais povoada. Meu carro derrapou na esquina, desviando de um outro veículo, indo
na direção que eu esperava ser o caminho certo. Enquanto o outro carro buzinava, o som já
estava bem atrás de mim.
Olha como ela ta tremendo! O homem riu em expectativa. O medo era a atração para ele - a
parte que ele adorava.
“Fique longe de mim.” A voz dela era baixa e firme, não como um grito.
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