Sra. Cope? Como que ela não percebeu que ela era a mais bela… mais delicada… essas
palavras não eram o suficiente.
E ela não tinha nem idéia.
“Você não se vê muito claramente, sa be” eu disse a ela. Eu tenho que admitir que você
estava certa sobre as experiências de quase -morte…” eu ri sem humor. Eu não achava
cômico o destino miserável que a assombrava. A falta de jeito, no entanto, era um pouco
engraçado. Amável. Ela acreditaria em mim se eu dissesse a ela que ela era linda por dentro
e por fora? Apesar de que ela acharia uma corroboração mais persuasiva. “Mas você não
ouviu o que todos os seres humanos do sexo masculino nessa escola pensaram de você no
seu primeiro dia”.
Ah, a esperança, a vibração, a ansiedade daqueles pensamentos. A velocidade com que eles
se tornaram em fantasias impossíveis. Impossíveis, porque ela não queria nenhum deles.
Eu fui o único a quem ela disse sim.
Meu sorriso devia estar parecendo presunçoso.
Ela ficou inexpressiva com surpresa. “Eu não acredito nisso,” ela resmungou.
“Acredite em mim apenas dessa vez - você é o oposto do comum.”
Sua existência era justificativa suficiente pra criação de todo o mundo.
Ela não estava acostumada com elogios, eu podia ver isso. Outra coisa a qual ela apenas
tinha que se acostumar. Ela se esguichou, e mudou de assunto. “Mas eu não estou dizendo
adeus.”
“Você não vê? Isso é o que prova que eu estou certo. Eu me preocupo mais, porque se eu
tenho que fazer isso…” Algum dia eu seria bondoso o suficiente para fazer a coisa certa?
Eu mexi a cabeça sem esperança. Eu teria que encontrar força. Ela merecia uma vida. Não
o que Alice tinha visto vindo pra ela. “Se ir embora é a coisa certa a fazer…” E tinha que
ser a coisa certa, não tinha? Não havia anjo imprudente. Bella não me pertencia. “Então eu
me machucarei para mantê-la sem se machucar, para mantê -la salva.”
Enquanto eu dizia as palavras, eu desejava que fosse verdade.
Seus olhos cintilaram pra mim. De alguma forma, minhas pa lavras a irritaram. “E você não
acha que eu faria o mesmo?” ela demandou furiosa.
Tão furiosa - tão macia e tão frágil. Como ela poderia machucar alguém? “Você nunca teria
que fazer essa escolha,” eu disse a ela, novamente triste pela grande diferença entr e nós.
Ela me fitou, o carinho substituindo a raiva em seus olhos e vindo a tona a pequena dobra
entre eles.
Havia algo verdadeiramente errado com a ordem do universo se alguém tão bom e tão
quebrável não merecia um anjo da guarda para mantê -la fora de problemas.
Bem, eu pensei com um humor negro, pelo menos ela tinha um vampiro da guarda.
Eu sorri. Como eu gostava da minha desculpa para ficar. “Claro, manter você segura está
começando a parecer uma ocupação de tempo integral que requer minha presença
constante.”
Ela sorriu, também. “Ninguém tentou me matar hoje,” ela disse levemente, e então sua
expressão se tornou especulativa por metade de um segundo antes que seus olhos ficassem
opacos novamente.
“Ainda,” eu adicionei secamente.
“Ainda,” ela concordou para minha surpresa. Eu esperava que ela negasse qualquer
necessidade de proteção.
Como ele pôde? Aquele burro egoísta! Como ele pôde nos fazer isso? O grito da mente
pungente de Rosalie quebrou minha concentração.
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