Algum dia eu deixaria de me surpreender pelo fato de ela dizer sim para mim? Eu duvidei.
Eu dei a volta no carro, ansioso para me juntar a ela. Ela não mostrou nenh um sinal de
supresa com a minha súbita reaparição.
A alegria que senti quando ela se sentou ao meu lado não tinha precedentes. Por mais que
eu apreciasse o amor e companheirismo da minha familia, apesar dos vários
entretenimentos e distrações que o mundo t em a oferecer, eu nunca estive feliz dessa forma.
Mesmo sabendo que isso era errado, que isso poderia não terminar bem, eu não pude evitar
por muito tempo estampar um sorriso em minha face.
Minha jaqueta estava dobrada sobre o descanso de cabeça do banco d ela. Eu a vi olhando.
“Eu trouxe a jaqueta para você,” Eu disse a ela. Esta era minha desculpa, eu tinha que
arrumar alguma para a minha inesperada visita nesta manhã. Estava frio. Ela não tinha
jaqueta. Certamente esta era uma forma convincente de cavalhe irismo. “Eu não gostaria
que você ficasse doente ou algo parecido.”
“Eu não sou assim tão frágil,” ela disse, fitando meu peito ao invés do meu rosto, como se
ela estivesse hesitante em me olhar nos olhos. Mas ela vestiu o casaco antes que eu tivesse
que a ajudar ou persuadir.
“Não é?” Eu sussurrei para mim mesmo.
Ela fitava a estrada enquanto eu acelerava para a escola. Eu pude agüentar o silêncio apenas
por alguns segundos. Eu tinha que saber onde estavam os seus pensamentos nesta manhã.
Tanta coisa havia mudado entre nós desde o último nascer do sol.
“O que, nada de vinte perguntas hoje?” Eu perguntei, mantendo um tom suave.
Ela sorriu, parecendo feliz por eu ter puxado assunto novamente. “Minhas perguntas o
aborrecem?”
“Não tanto quanto as suas reações,” disse a ela com toda honestidade, sorrindo em resposta
ao seu sorriso, que esmaeceu.
“Eu reajo mal? “
“Não, este é o problema. Você encara tudo tão calmamente - isso é algo pouco natural, me
faz imaginar o que realmente você está pensando.”
É claro que tudo que ela fazia ou não fazia me deixava imaginando o que ela pensava.
“Eu sempre digo o que eu realmente estou pensando.”
“Você edita.”
Ela mordeu os lábios novamente. Ela parecia não notar quando fazia isso - era uma resposta
inconsciente à tensão. “Não muito.”
Estas poucas palavras foram suficientes para inflamar minha curiosidade. O que é que ela
deliberadamente escondia de mim?
“O bastante para me deixar louco,” eu disse.
Ela hesitou e então sussurrou, “Você não gostaria de ouvir.”
Eu tive que pensar por um momento, analisar toda a nossa conversa da última noite, palavra
por palavra, antes que eu fizesse a associação. Talvez isso exigisse muita concentração,
pois eu não imaginava nada que eu não quisesse ouvi -la dizer. E então - pelo tom de sua
voz ser o mesmo da última noite; havia uma dor repentina novamente - Eu me lembrei.
Uma vez eu pedi que ela não me dissesse seus pensamentos. Nunca diga isto, eu vociferei
para ela. Eu a fiz chorar…
Era isso que ela escondia de mim? A profundidade dos seus sentim entos sobre mim? Que
eu ser um monstro, não importava para ela, e que ela achava tarde demais para mudar sua
decisão?
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