quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

- “Alice lhe disse o que aconteceu a Bella hoje à noite?”
Quase aconteceu, ele acrescentou.
- “Sim, quase. Estou com um dilema, Carlisle. Veja eu quero… muito… matá -lo. - As
palavras começaram a surgir rápidas e cheias de ódio. - Muito mesmo. Mas sei que isso
seria errado, porque seria vingança e não justiça. Só raiva, sem imparcialidade. Mesmo
assim, não seria certo deixar um estuprador e assassino em série vagar por Port Angeles!
Não conheço os humanos por lá, mas não posso deixar que outra pessoa pegue o lugar de
Bella como vítima dele. Aquelas outras mulheres - alguém pode sentir por elas o que eu
sinto pela Bella. Talvez sofra o que eu teria sofrido se ela tivesse sido machucada. Não é
certo…”
Seu sorriso largo e inesperado parou meu afluxo que palavras.
Ela é muito boa para você, não é? Tanta compaixão, tanto controle. Estou impressionado.
- “Não estou querendo ouvir elogios.”
- “Claro que não. Mas não posso evitar meu s pensamentos, posso?” - Ele sorriu de novo. -
“Vou cuidar disso. Pode descansar em paz. Ninguém será machucado no lugar de Bella.”
Vi o plano na cabeça dele. Não era exatamente o que eu queria, não satisfez minha cobiça
de brutalidade, mas podia ver na me nte dele que era a coisa certa.
- “Vou mostrar onde você pode encontrá -lo.” - eu disse.
- “Vamos.”
Ele pegou sua maleta preta no caminho. Eu teria preferido uma forma mais agressiva de
sedação - como um crânio partido - mas deixaria Carlisle fazer isso do jeito dele.
Fomos com o meu carro. Alice ainda estava nas escadas da entrada. Ela sorriu e acenou
quando nos afastamos. Eu vi que ela tinha procurado o meu futuro; não teríamos
dificuldades.
A viagem foi curta pela estrada escura e vazia. Desliguei meus fa róis para evitar chamar
atenção. Me fez sorrir pensar como Bella teria reagido a essa velocidade.
Carlisle estava pensando em Bella também.
Eu não previ que ela fosse ser tão boa para ele. Isso é inesperado. Talvez fosse para
acontecer. Talvez seja um propósito divino. Só que…
Ele imaginou Bella com a pele fria e olhos vermelho - sangue, e se afastou da imagem.
Sim. Só que. De fato. Porque que bem há em destruir uma coisa tão pura e adorável?
Adentrei com fúria na noite, depois de toda a alegria do entardec er ser destruída pelos seus
pensamentos.
Edward merece ser feliz. É um direito dele . A ferocidade dos pensamentos de Carlisle me
surpreenderam. Tem que existir uma maneira.
Eu gostaria de acreditar nisso - ao menos um pouco. Mas não havia um propósito maio r
para o que estava acontecendo com Bella. Apenas um destino amargo e vicioso que não
podia dar a ela a vida que merecia.
Eu não me demorei em Port Angeles. Eu levei Carlisle ao local onde a criatura chamada
Lonnie estava descontando sua decepção com seus amigos - dois dos quais já haviam
passado. Carlisle pode ver o quão difícil era para mim estar tão perto - e ouvir os
pensamentos do monstro e ver suas memórias, as memórias de Bella misturadas com as de
garotas menos afortunadas que já não mais poderiam s er salvas.
Minha respiração acelerou e segurei firme no volante.
Vá, Edward, ele me disse gentilmente. Eu deixarei o restante deles em segurança. Você
deve voltar para Bella.

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