De alguma forma, isso era ainda pior do que saber que ela sabia, a ouvir dizer a palavra em
alto e bom som. Eu recuei com o som disso, e então eu me controlei novamente.
“E você imediatamente pensou em mim?” eu perguntei.
“Não. Ele… mencionou sua família”.
Quão irônico seria que o próprio progenitor de Ephraim ter violado o trato que ele próprio
fez um juramento para mantê-lo. Um neto, ou bisneto que seja. Quantos anos tinham se
passado? Dezessete?
Eu devia ter percebido que não era aquele velho que acreditava nas lendas que seria o
perigo. É claro, a nova geração - os quais deviam ter sido alertados, mas devem ter pensado
que as superstições dos mais velhos eram ridículas - é claro que aí que estaria o perigo da
exposição.
Eu supus que isso significava que agora eu era li vre para matar a pequena, indefesa tribo do
litoral, a qual eu estava tão disposto.
“Ele só achava que era uma superstição boba.” Bella disse de repente, sua voz aguçou com
uma nova ansiedade. “Ele não esperava que eu pensasse nada dela.”
Pelo canto dos olhos, eu vi as suas mãos se contorcerem inquietamente.
“Foi minha culpa” ela disse após uma breve pausa, então ela inclinou a sua cabeça como se
estivesse envergonhada “Eu forcei ele a me dizer.”
“Por que?” Não era difícil manter o nível de minha voz agora. O pior já tinha passado.
Enquanto ela falava dos detalhes da revelação, nós não tínhamos que nos mover para as
conseqüências disso.
“Lauren disse uma coisa sobre você - ela estava tentando me provocar.” Ela fez uma
pequena careta com a memória. Eu fiquei levemente distraído, imaginando como que Bella
poderia ter sido provocada por alguém falando sobre mim. “E um garoto mais velho da
tribo disse que vocês não iam até lá, só que pra mim pareceu que ele quis dizer outra coisa.
Então eu fiquei sozinha com Jaco b e tirei a verdade dele”.
A sua cabeça caia cada vez mais à medida que ela admitia isso, e a sua expressão parecia…
culpada.
Eu olhei para longe dela e ri alto. Ela se sentia culpada? O que ela poderia ter feito para
merecer qualquer tipo de censura?
“Como foi que você forçou ele a contar?” eu perguntei.
“Eu tentei flertar com ele - e funcionou melhor do que eu imaginava” ela explicou e sua
voz se tornou incrédula com a memória desse sucesso.
Eu conseguia imaginar - considerando a atração que ela parecia exercer sobre os machos,
totalmente inconsciente disso - o quanto irresistível ela conseguia ser quando ela tentava
ser atraente. Eu estava subitamente cheio de pena pelo garoto inocente no qual ela jogou
tamanho poder.
“Eu queria ter visto isso” eu disse, e então eu ri de novo com humor negro. Eu gostaria de
ter ouvido a reação do garoto, testemunhado a devastação para mim mesmo. “E você me
acusando de deslumbrar as pessoas - pobre Jacob Black.”
Eu não estava tão zangado com a fonte de minha exposição quan to eu achava que ia ficar.
Ele não sabia. E como que eu podia esperar que alguém negasse a essa garota o que quer
que ela quisesse? Não, eu somente sentia simpatia pelo dano que ela teria causado a esse
pedaço de mente.
Eu senti-a corar, aquecendo o ar ent re nós. Eu a encarei, mas ela estava olhando para fora
da janela. Ela não falou novamente.
“O que você fez depois?” Eu perguntei. Hora de voltar para a história de terror.
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