quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

“Pesquisei um pouco na internet.”
Sempre prática. “E isso a convenceu?”
“Não” Ela disse. “Nada se encaixa. A maioria era meio boba. E então…”
Ela parou de falar novamente, e eu ouvi seus dentes rangerem.
“O quê?” Eu exigi. O que ela tinha encontrado? O que tinha feito o sentimento de pesadelo
para ela?
Houve uma breve pausa, e em seguida, ela sussurrou, “Concluí que não importava.”
Ela congelou meus pensamentos por quase um segundo, e depois tudo estava claro. Porque
ela preferia despachar seus amigos para longe esta noite do que escapar com eles. Por que
ela havia entrado no meu carro comigo novamente, ao invés de sair correndo, chamando a
polícia.
Suas reações sempre estavam erradas - sempre completamente erradas… Ela puxava o
perigo para si própria. Ela convidava -o.
“Não importava?” Eu disse entre dentes, me enchendo de raiva. Como eu er a capaz de
proteger alguém tão… tão… tão determinada a ser desprotegida?
“Não,” ela disse com uma voz tão calma que era inexplicável.
Ela era impossível.
“Você não liga que eu seja um monstro? Que eu não seja humano?”
“Não.”
Eu percebi que ela estava estável.
Eu supostamente deveria providenciar que ela tivesse o maior cuidado possível… Carlisle
teria as conexões para encontrar o seu médico mais hábil, o mais talentoso terapeuta.
Talvez algo pudesse ser feito para corrigir o que estivesse de errado com ela, o que quer
que fosse que a fazia contente de sentar ao lado de um vampiro que fazia seu coração bater
calmamente e constantemente. Eu vigiaria o local naturalmente, e visitaria com a
freqüência que me fosse permitida…
“Você está com raiva,” ela suspirou, “Eu não devia ter dito nada.”
Como se ela escondesse essas perturbantes tendências que podiam contribuir com nós dois.
“Não. Queria mesmo saber o que você estava pensando… mesmo que o que você pensa
seja loucura.”
“Então estou errada de novo?” perguntou el a, agora um pouco beligerante.
“Não é a isso que estou me referindo” meus dentes se trincaram novamente “Não importa!”
Eu repeti em um tom destruidor.
Ela ofegou, “Eu estou certa?”
“Isso importa?”
Ela tomou uma respiração profunda. Esperei furioso a sua re sposta.
“Na verdade, não…” Ela parou, recompondo sua voz de novo. “Mas estou curiosa.”
Não mesmo. Ela realmente não se importava. Ela não tinha cuidado. Ela sabia que eu era
desumano, um monstro, e isso realmente não importava para ela.
Independente das minhas preocupações sobre sua sanidade, eu comecei a sentir um pouco
de esperança. Eu tentei acabar com isso.
“Está curiosa com o quê?” Eu perguntei. Não havia segredos, apenas detalhes.
“Quantos anos você tem?” Ela perguntou.
Minha resposta foi automática e impregnada. “Dezessete.”
“E há quanto tempo tem 17 anos?”
Eu tentei não sorrir para padronizar o tom. “Há algum tempo,” eu admiti.

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