“Deslumbrar as pessoas desse jeito - ela deve estar hiperventilando na cozinha nesse exato
momento.”
Hmm, Bella estava quase certa.
A maitre estava pouco coerente no momento, descrevendo seu cálculo incorreto sobre mim
para sua amiga de copa.
“Ah, qual é?” Bella repreendeu -me quando não respondi prontamente. “Você tem que saber
o efeito que você causa nas pessoas.”
“Eu deslumbro as pessoas?” Esta era uma maneira interessante de descrever a sit uação
precisa para esta noite.
Eu imaginei porque a diferença…
“Você não notou?” ela perguntou, ainda crítica. “Você acha que todos entendem
facilmente?”
“Eu deslumbro você?” Verbalizei minha curiosidade impulsivamente, e então as palavras já
haviam sido ditas, e era tarde demais para me arrepender.
Mas antes que eu tivesse tempo de me arrepender profundamente por ter pronunciado essas
palavras, ela respondeu, “Frequentemente.” E suas bochechas tomaram uma tonalidade de
rosa pálido.
Eu a deslumbrava.
Meu coração silencioso inflou-se com uma esperança mais intensa do que jamais me
lembro de ter sentido antes.
“Olá,” alguém disse, a garçonete, apresentando -se. Seus pensamentos eram muito audíveis
e mais explícitos do que o da maitre, mas eu a ignorei. Eu fite i a face de Bella ao invés de
ouvir, assistindo ao sangue se espalhar por sob a sua pele, notando não como aquilo fazia
minha garganta arder, mas como aquilo abrilhantava seu rosto, como aquilo espantava a
palidez de sua pele…
A garçonete estava esperando algo de mim. Ah, ela perguntou o que beberiamos. Eu
continuei a olhar para Bella, e a garçonete virou -se a contragosto para olhá-la também.
“Quero uma coca-cola?” disse Bella, como se pedisse aprovação.
“Duas cocas,” eu completei. Sede - sede normal de humanos- era um sinal de choque. Eu
me certificaria de que ela tivesse o açúcar extra da soda no seu sistema.
Mas ela parecia saudável. Mais que saudável. Ela parecia radiante.
“O que foi?” ela perguntou - imaginando porque eu a fitava, pensei. Eu mal havia n otado
que a garçonete havia saído.
“Como se sente?” perguntei.
Ela piscou, surpresa pela pergunta. “Estou ótima.”
“Você não se sente doente, resfriada, aturdida?”
Ela estava ainda mais confusa agora. “Eu deveria?”
“Bem, na verdade estou esperando que você entre em choque.” Eu esbocei um sorriso,
esperando pela sua negativa. Ela não iria querer ser cuidada por outra pessoa.
Levou um minuto para que ela me respondesse. Seus olhos estavam ligeiramente sem foco.
Por vezes ela parecia assim, quando eu sorria par a ela. Estaria ela… deslumbrada?
Eu amaria acreditar nisso.
“Eu não acho que isso vá acontecer. Eu sempre fui muito boa em reprimir coisas
desagradáveis,” ela respondeu, um tanto esbaforida.
Será então que ela tinha muita experiência com coisas desagradáve is? Seria sua vida
sempre assim tão arriscada?
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