quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

“O mesmo de sempre,” eu disse a ela. “Eu me sinto melhor quando você tem algum açúcar
e nutrientes dentro de você.”
“A garçonete retornou com os refrigerantes e um cesto de pão. Ela deixou tudo na minha
frente e perguntou pelo meu pedido, tentando me olhar nos olhos, durante o processo. Eu
indiquei que ela deveria atender a Bella, e então voltei a ignorá -la. Ela tinha uma mente
vulgar.
“Um…” Bella deu uma rápida olhada no menu. “Eu vou querer o ravioli de cogum elos.”
A garçonete voltou-se rapidamente para mim. “E você?”
“Nada para mim.”
Bella fez uma expressão de desprezo. Hmm. Ela deve ter notado que eu nunca ingeria
alimentos. Ela notava tudo. E eu sempre me esquecia de ser cuidadoso quando estava com
ela.
Esperei até que estivessemos sozinhos novamente.
“Beba,” eu insisti.
Eu fiquei surpreso quando ela obedeceu imediatamente sem nenhuma objeção. Ela bebeu
até que a garrafa estivesse totalmente vazia, então eu empurrei a segunda coca para ela,
cerzindo as sobrancelhas um pouco. Sede ou choque?
Ela bebeu um pouco mais, e então sentiu um calafrio.
“Está com frio?”
“É só a coca,” ela disse, mas estremeceu novamente, seus lábios tremendo como se seus
dente estivessem prestes a tiritar de frio.
A linda blusa que ela usava parecia muito fina para protegê -la adequadamente; ela a
envolvia como uma segunda pele, quase tão frágil como a primeira. Ela era tão frágil, tão
mortal.
“Você não tem uma jaqueta?”
“Sim,” ela olhou ao redor de si mesma, meio perplexa. “Oh - eu a deixei no carro de
Jessica.”
Eu tirei minha jaqueta, desejando que este gesto não fosse estragado pela minha
temperatura corporal. Seria bom se eu fosse capaz de oferecer a ela um casaco aquecido.
Ela me encarou, suas bochechas corando novamente. O que ela e staria pensando agora?
Eu passei a jaqueta para ela por cima da mesa, e ela a vestiu de uma vez, e então tremeu
novamente.
Sim, seria ótimo ser quente.
“Obrigada,” ela disse. Ela respirou fundo e então puxou as mangas longas para liberar suas
mãos. Ela respirou fundo novamente.
Estaria a noite finalmente atuando? Sua cor ainda estava boa, sua pele estava num tom de
rosa pálido em contraste com o azul escuro da sua camisa.
“Esse tom de azul fica adorável com o seu tom de pele,” eu a elogiei. Apenas sendo
honesto.
Ela corou, enaltecendo o efeito.
Ela parecia bem, mas não havia sentido em me arriscar. Eu empurrei o cestinho de pães na
direção dela.
“Realmente,” ela objetou, imaginando meus motivos. “Eu não vou entrar em choque.”
“Você deveria - uma pessoa normal entraria. Você nem ao menos parece abalada.” Eu a
fitei, desaprovando, imaginando porque ela não poderia ser normal assim e então me
perguntei se eu realmente queria que ela o fosse.

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