Eu tentei mudar de assunto, pensar em outra coisa. Para a minha sorte, a minha curi osidade
sobre essa garota continuava instável. Eu sempre tinha uma pergunta.
“Me diga alguma coisa,” eu disse.
“Sim?” ela perguntou roucamente, as lágrimas ainda estava em sua voz.
“O que você estava pensando hoje à noite, um pouco antes de eu aparecer na esquina? Eu
não consegui entender sua expressão - você não parecia assustada, você parecia
concentrada muito concentrada em alguma coisa.” Eu lembrei do rosto dela - forçando eu
mesmo a esquecer aqueles olhos pelos quais eu estava olhando - o olhar de determinação lá.
“Tentava me lembrar de como incapacitar um agressor…” ela disse, sua voz um pouco
mais composta. “Sabe como é, defesa pessoal . Eu ia esmagar o nariz dele no cérebro.”
A sua calma não durou ao fim da sua explicação. O seu tom torceu -se até que ele fervesse
em ódio.
Isso não foi nenhuma hipérbole, e sua fúria de gatinha agora não era engraçada.
Eu podia ver sua frágil figura - apenas seda por cima do vidro - ofuscada pelo desejo
pesado da carne - cruel dos monstros humanos que poderiam ter machu cado ela. A fúria
explodiu de novo em minha cabeça.
“Você ia lutar com eles?” eu queria urrar. Seus instintos eram mortais para ela mesmo.
“Não pensou em correr?”
“Eu caio muito quando corro,” ela disse com vergonha.
“E gritar por ajuda?”
“Eu ia chegar nesta parte.”
Eu balancei minha cabeça desacreditado. Como ela conseguiu se manter viva antes de vir
para Forks?
“Você tem razão,” eu disse a ela, avancei com minha voz irritada.
“Definitivamente estou lutando contra o destino tentando manter você viva.”
Ela suspirou, e olhou para fora da janela. E então ela olhou de volta para mim.
“Vou ver você amanhã?” ela exigiu abruptamente.
Desde de que eu já estava no meu caminho para o inferno - eu poderia aproveitar a jornada.
“Vai… também tenho que entregar um trabal ho.” Eu sorri para ela, e me senti bem com
isso. “Vou guardar um lugar pra você no refeitório.”
Eu ouvi o coração dela palpitar; meu coração morto repentinamente se sentiu aquecido.
Eu parei o carro em frente à casa do pai dela. Ela não fez nenhum moviment o para me
deixar.
“Promete estar lá amanhã?” ela insistiu.
“Prometo.”
Como fazer a coisa errada podia me dar tanta alegria? Claro que havia algo de explícito
nisso.
Ela acenou com a cabeça para ela mesma, satisfeita, e começou a tirar minha jaqueta.
“Você pode ficar com ele” eu assegurei rapidamente para ela. Eu queria muito deixá -la com
algo meu. Um símbolo, como a tampa de garrafa que estava em meu bolso agora… “Você
não tem um para usar amanhã.”
Ela estendeu-o para mim, sorrindo tristemente. “Eu não quer o ter que explicar ao Charlie”.
Eu imaginava que não. Eu sorri para ela. “Oh, tudo bem”.
Ela colocou a mão na maçaneta do carro e então parou. Relutante em ir embora, assim
como eu estava relutante por ela ir.
Por tê-la sem proteção, mesmo que por alguns momentos…
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