Peter e Charlotte estavam indo por seus caminhos agora, em direção a Seatlle, sem dúvida.
Mas há sempre outro. Esse mundo não era um lugar seguro para nenhum humano, e para
ela parecia ainda mais perigoso do que para o resto.
“Bella?” eu chamei, surpreso com o prazer de simplesmente dizer o seu nome.
“Sim?”
“Me promete uma coisa?”
“Sim” ela concordou facilmente, então seus olhos se estreitaram como se ela tivesse
encontrado uma razão para se opor.
“Não vá à floresta sozinha”. Eu a avisei, imaginand o se esse pedido seria a razão da
objeção em seus olhos.
Ela piscou, surpresa. “Por quê?”
Eu olhei fixamente em direção à escuridão nem um pouco confiável. A carência de luz não
era problema para os meus olhos, mas também não seria problema pra qualquer ou tro
caçador. Ela somente cegava os humanos.
“Nem sempre eu sou a coisa mais perigosa lá fora.” Eu disse a ela “Vamos ficar aqui”.
Ela se arrepiou, mas se recompôs rapidamente e estava sorrindo quando me disse “Como
você quiser”.
Sua respiração tocou o meu rosto, tão doce e perfumada.
Eu podia ficar aqui a noite toda desse jeito, mas ela precisava dormir. Os dois desejos
pareciam igualmente fortes enquanto eles continuavam batalhando dentro de mim: querer
ela versus querer que ela ficasse a salvo.
Eu suspirei sobre as duas possibilidades. “Até amanhã”, eu disse, sabendo que eu iria vê -la
muito mais cedo que isso. Ela não iria ME ver até amanhã, no entanto.
“Até amanhã, então” ela concordou enquanto abria a porta.
Aflição novamente, a vendo partir.
Eu me inclinei atrás dela, querendo segurá-la aqui. “Bella?”
Ela se virou e então congelou, surpresa por ver nossos rostos tão perto.
Eu, também, estava estupefato pela proximidade. O calor que emanava dela acariciava meu
rosto. Eu conseguia até sentir o toque de vel udo de sua pele…
As batidas de seu coração hesitaram, e seus lábios cheios se abriram.
“Durma bem” eu suspirei e me afastei antes que a urgência de meu corpo - ou a sede
familiar ou esse novo desejo humano que eu senti de repente - me fizesse fazer algo que
pudesse machucá-la.
Ela permaneceu sentada sem se movimentar por alguns momentos, seus olhos arregalados e
atordoados. Deslumbrada, eu pensei.
Assim como eu estava.
Ela se recuperou - apesar de seu rosto ainda estar um pouco confuso - e saiu estranhamente
do carro, com passos curtos e tendo que se segurar nas laterais do carro para se endireitar.
Eu ri - na esperança que tenha sido baixo o suficiente para ela não ouvir.
Eu a vi tropeçando pelo caminho até a parte iluminada que vinha da porta da frente. Se gura
por enquanto. E eu voltaria em breve para ter certeza.
Eu podia sentir seus olhos me acompanhando enquanto eu dirigia pela rua escura. Uma
sensação tão diferente do que eu estava acostumado. Normalmente, eu simplesmente me
veria através dos olhos da pessoa, onde eu estaria na mente. Isso era estranhamente
excitante - essa sensação incompreensível de estar sendo vigiado. Eu sabia que isso era
somente por serem seus olhos.
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